segunda-feira, 21 de julho de 2014

Atlas digital traz cenários climáticos futuros para o Brasil

 
 
Mapas disponibilizados pela Embrapa foram projetados com base em relatório do IPCC.


Agência FAPESP – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibilizou um atlas digital dos cenários climáticos projetados para o Brasil no quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), preparado em 2007.

Os mapas climáticos apresentados no atlas trazem temperatura média do ar (mínimas, médias e máximas), precipitação pluvial, umidade relativa do ar e duração do período de molhamento foliar para o país.

São 504 mapas mensais, abrangendo o clima de 1961 a 1990 (período de referência) e simulações para os períodos de 2011 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, contemplando dois cenários de emissão de gases de efeito estufa calculados pelo IPCC, um otimista (chamado B1) e um pessimista (A2).

O documento é resultado principalmente de dois projetos da Embrapa: "Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários" e “Impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas em cultivos de importância para a agroindústria da Argentina e do Brasil", realizados em cooperação com o Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (Inta), da Argentina.

Os autores do Atlas são Emília Hamada e Raquel Ghini, pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna); José Antonio Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); e Bruno Silva Oliveira e Sulimar Munira Caparoci Nogueira, doutorandos do Inpe em São José dos Campos.

O atlas digital pode ser acessado em http://www.cnpma.embrapa.br/climapest/atlasdigital4r/ ou pela página http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/979893/1/AtlasDigital4R.zip

Fonte: FAPESP


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Mudança do clima e ação humana alteram litoral no Brasil



Barreira de proteção para proteger a praia da força das ondas. Estudo realizado por pesquisadores de São Paulo e de Pernambuco detalhou a vulnerabilidade da costa nos dois estados (foto: Eduardo Siegle)


Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – As zonas costeiras costumam sofrer alterações provocadas por elementos naturais, como elevação do nível do mar e o regime de ondas a que são submetidas. Com as mudanças climáticas, os elementos naturais que influenciam nas alterações das praias, chamados de condições forçantes, devem se intensificar e modificar o desenho das terras costeiras.

Pesquisa conduzida em São Paulo e Pernambuco, que investigou os impactos sofridos por quatro praias nos dois estados, concluiu, no entanto, que os efeitos da ação humana podem ser ainda mais fortes do que os da natureza.

Executado com apoio da FAPESP e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), o trabalho é resultado de uma chamada de propostas lançada no âmbito de um acordo de cooperação entre as instituições.

A pesquisa “Vulnerabilidade da zona costeira dos estados de São Paulo e Pernambuco: situação atual e projeções para cenários de mudanças climáticas” durou três anos, período em que foram estudadas as praias paulistas de Ilha Comprida, no município de mesmo nome, e de Massaguaçu, em Caraguatatuba, e as pernambucanas praia da Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e praia do Paiva, em Cabo de Santo Agostinho.

“Escolhemos praias com características diferentes para fazer as comparações. Massaguaçu, no litoral norte paulista, e Jaboatão, na região metropolitana do Recife, são praias urbanas, enquanto Ilha Comprida e Paiva ficam em regiões menos habitadas”, disse o coordenador do projeto, Eduardo Siegle, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP), que dividiu a liderança dos trabalhos com a professora Tereza Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A pesquisa analisou como as mudanças climáticas globais provocam alterações na costa. Uma das condições forçantes é o clima de ondas. Segundo Siegle, as mudanças climáticas provocam alterações nos regimes de ventos, principais influenciadores na formação das ondas. Com direção e força alteradas, as ondas podem redesenhar o contorno das praias, refazendo sua morfologia.

“As ondas redefinem os depósitos de sedimentos e as praias atingem um equilíbrio dinâmico mediante as condições a que estão sujeitas; pode ocorrer erosão em alguns pontos e deposição de material em outros”, disse Siegle, acrescentando que uma praia pode encolher, mudar de formato e até aumentar de tamanho.

Outro fator decorrente das mudanças climáticas é a elevação do nível do mar, que leva as ondas a ter maior alcance e atingir novos pontos da costa. Essa condição costuma aumentar erosões e provocar inundações de áreas próximas à costa.

Um ponto confirmado pelos resultados obtidos foi o fato de que, em algumas regiões, as ações antrópicas no litoral exerceram mais influência nessas alterações que as forças da natureza. “Acompanhamos imagens de décadas. Nesse período, os impactos de uma ocupação mal feita do litoral podem ser muito maiores do que aqueles provocados por mudanças climáticas”, disse.

Processos de urbanização que impermeabilizam áreas praianas necessárias ao movimento de sedimentos, por exemplo, costumam provocar erosões de forma mais acentuada. No estudo, a ação humana figurou entre os principais influenciadores da vulnerabilidade costeira.

Observação dos processos costeiros

O trabalho também se debruçou sobre as mudanças históricas nas condições forçantes naturais. Para isso, a equipe lançou mão de modelos computacionais que simularam essas forças e seus efeitos ao longo das últimas décadas. Outro método de investigação foi a coleta de dados em campo. Os pesquisadores fizeram levantamentos morfológicos, que analisam o formato das praias e mediram parâmetros de suas ondas.

A medição de variáveis físicas na região costeira exigiu a aplicação de métodos inovadores para colocar instrumentos nas zonas de arrebentação, relatou Siegle. A equipe acoplou um perfilador acústico de correntes marinhas Doppler (ADCP) em uma moto aquática com um trenó.

O equipamento fornece parâmetros como velocidade das correntes na coluna d’água, altura, direção e período das ondas. A moto aquática foi usada para levantamentos batimétricos e hidrodinâmicos em áreas rasas sujeitas à arrebentação de ondas, nas quais embarcações convencionais não conseguem navegar.

Uma série de imagens aéreas registradas ao longo de aproximadamente 40 anos foi outra importante fonte de dados para a pesquisa. Foram acessados arquivos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do próprio Instituto Oceanográfico da USP. Por meio de pontos georreferenciados marcados sobre as imagens, foi possível acompanhar as alterações na faixa costeira ao longo do tempo.

Com os dados coletados pelos diferentes métodos, o grupo estabeleceu nove indicadores de vulnerabilidade: posição da linha de costa, largura da praia, elevação do terreno, obras de engenharia costeira, permeabilidade do solo, vegetação, presença de rios ou desembocaduras, taxa de ocupação e configurações ao largo. Este último diz respeito à área de mar aberto adjacente à região costeira em estudo.

Sistemas praiais mais largos tendem a ser mais estáveis que faixas estreitas, portanto menos vulneráveis. A presença de vegetação bem desenvolvida na zona pós-praia sugere um cenário de baixa erosão e rara intrusão de água salina.

A vulnerabilidade à inundação pode ser estimada, entre outros fatores, pela permeabilidade do solo. Quanto menos permeável for o solo, mais sujeita à inundação será a área. E por alterar simultaneamente vários desses fatores, a taxa de ocupação da costa é um dos mais preponderantes indicadores de vulnerabilidade de uma área costeira.

Os indicadores foram depois tabulados e classificados de acordo com três graus de vulnerabilidade: alta, média ou baixa, para cada ano analisado. Registrou-se a evolução da vulnerabilidade de cada praia estudada e os pesquisadores chegaram a várias conclusões.

“Entre elas eu destacaria a importância da ocupação humana no litoral na elevação da vulnerabilidade da praia”, disse Siegle. As praias urbanas nos dois estados apresentaram situação de vulnerabilidade maior que aquelas com taxa de ocupação menor.

A aplicação desse método foi detalhada na tese de doutorado de Paulo Henrique Gomes de Oliveira Sousa, intitulada “Vulnerabilidade à erosão costeira no litoral de São Paulo: interação entre processos costeiros e atividades antrópicas”, defendida em 2013 no Programa de Pós-Graduação em Oceanografia do IOUSP.

O projeto de pesquisa resultou em cinco trabalhos de iniciação científica, quatro dissertações de mestrado e duas teses de doutorado, uma com bolsa FAPESP – Cássia Pianca Barroso desenvolveu o trabalho “Uso de imagens de vídeo para a extração de variáveis costeiras: processos de curto a médio termo”.

De acordo com Siegle, vários artigos estão em fase de redação e quatro já foram publicados, entre eles Evolução da vulnerabilidade à erosão costeira na Praia de Massaguaçú (SP), Brasil no Journal of Integrated Coastal Management e Vulnerability assessment of Massaguaçú Beach (SE Brazil) na Ocean & Coastal Management.

Parceria São Paulo-Pernambuco

Além dos resultados científicos, o projeto apresentou como fruto a aproximação entre instituições de pesquisa paulistas e pernambucanas. “A interação foi muito grande e pesquisadores pernambucanos participaram das pesquisas em campo em São Paulo e vice-versa”, contou Siegle.

A aproximação dos grupos levou a outro trabalho conjunto FAPESP-FACEPE, o projeto “Suscetibilidade e resistência de sistemas estuarinos urbanos a mudanças globais: balanço hidro-sedimentar, elevação do nível do mar, resposta a eventos extremos”, coordenado pelos professores Carlos Schettini (UFPE) e Rubens Cesar Lopes Ferreira (IO/USP).

A execução do projeto coordenado por Siegle e Tereza Araújo ainda levou à formação do Grupo de Trabalho “Respostas da Linha de Costa” que incorpora o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Ambientes Tropicais Marinhos (AmbTropic) , sediado no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia e apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Fonte: FAPESP





Biodiversidade: Protocolo de Nagoya entrará em vigor em outubro


Tratado de acesso e repartição de benefícios da biodiversidade recebe número necessário de ratificações. Brasil – país com a maior biodiversidade do planeta – não ratificou documento.

Foto: Ag. de Notícias do Acre (Creative Commons)


O Protocolo de Nagoya – oficialmente “Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e a Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios Advindos de sua Utilização” (ABS, na sigla em inglês) – entrará em vigor dia 12 de outubro de 2014. O tratado foi ratificado por 51 Estados-membros da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD na sigla em inglês), condição para a entrada em vigor.

Nas últimas semanas, 12 países ratificaram o tratado, incluindo Belarus, Burundi, Gâmbia, Madagascar, Moçambique, Níger, Peru, Sudão, Suíça, Vanuatu, Uganda e, esta semana, o Uruguai. A sua entrada em vigor significa que a primeira reunião da Conferência das Partes na condição de reunião do Protocolo será realizada, de 13 a 17 de outubro, simultaneamente à XII Reunião da Conferência das Partes (COP) da CBD, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, em outubro.

O Brasil – país que abriga a maior biodiversidade do planeta – é signatário, mas não ratificou o documento (acesse aqui a lista de países que ratificaram).

A ratificação do Protocolo de Nagoya por 51 partes da CDB representa um passo importante para o cumprimento da 16ª Meta de Aichi, que afirma que “em 2015, o Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e a partilha justa e equitativa de benefícios decorrentes da sua utilização estará em vigor e operacional, de acordo com a legislação nacional”.

A entrada em vigor do Protocolo de Nagoya proporcionará maior segurança jurídica e maior transparência, tanto para provedores quanto usuários de recursos genéticos, criando uma estrutura que promove o uso de recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados ao reforçar as oportunidades para uma partilha justa e equitativa de benefícios.

O protocolo criará novos incentivos para a conservação da biodiversidade e o uso sustentável de seus componentes, aumentando sua contribuição para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar humano.

“Ferramentas práticas como o Protocolo de Nagoya são fundamentais para o uso sustentável e equitativa da biodiversidade. Congratulo os Estados-membros que ratificaram esse instrumento jurídico internacional importante. Ao cumprir a promessa feita na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002, fizeram uma contribuição significativa para a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

O brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias, secretário executivo da CBD, completou: “O Protocolo de Nagoya é central para libertar o poder da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável, através da criação de incentivos para a conservação e o seu uso sustentável, garantindo a equidade na partilha de benefícios. Felicito todas as partes que ratificaram o Protocolo, e convido outros Estados a fazê-lo a tempo de participar na reunião na Coreia do Sul”.

As seguintes partes ratificaram ou aderiram ao tratado: Albânia, Belarus, Benin, Butão, Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Comores, Costa do Marfim, Dinamarca, Egito, Etiópia, União Europeia, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guatemala, Guiné-Bissau, Guiana, Honduras, Hungria, Índia, Indonésia, Jordânia, Quênia, Laos, Madagascar, Ilhas Maurício, México, Estados Federados da Micronésia, Mongólia, Moçambique, Mianmar, Namíbia, Níger, Noruega, Panamá, Peru, Ruanda, Samoa, Seicheles, África do Sul, Espanha, Sudão, Suíça, Síria, Tadjiquistão, Uganda, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Mais informações sobre o Protocolo de Nagoya em www.cbd.int/abs


Fonte: ONU no Brasil




Obras na Unidade de Urgência Mário Monteiro começam na próxima quinta-feira (24.7)




Será assinada na próxima quinta-feira (24.7) a ordem de início das obras de reforma e ampliação da Unidade de Urgência Mário Monteiro, na Região Oceânica. A concorrência pública ocorreu na última sexta-feira (18). Com investimentos de R$ 3.484.266,25, as intervenções na unidade terão prazo de oito a 12 meses para serem concluídas.

Com uma área atual de 1.685 metros quadrados, a unidade de emergência será transformada no modelo de Unidade de Pronto Atendimento (UPA), terá sua área ampliada em 365 metros quadrados, atingindo um total de 2.050 metros quadrados de área construída. Contará com posto de emergência, sala de RX, laboratório, 17 leitos de observação, quatro leitos de emergência, oito consultórios e um espaço com 16 lugares para medicação.

Durante as obras, todo serviço será transferido para um local adequado, garantindo qualidade no atendimento dos pacientes. “A atual gestão tem o compromisso de devolver à Niterói o padrão dos serviços que já foi referencia de qualidade nacional. Isso inclui não só a expansão da rede básica, com o plano Mais Saúde, como a recuperação das nossas unidades hospitalares e de urgência, além da qualificação dos serviços”, afirma a secretária de Saúde, Solange Regina de oliveira.

Outras unidades de saúde também recebem investimentos

O governo municipal, por meio do programa Mais Saúde, está trabalhando para a expansão da atenção básica de saúde na cidade. No momento, 15 unidades estão passando por reforma e ampliação: postos do Médico de Família do Maravista, Matapaca, Preventório, Caramujo, Cafubá, Souza Soares, Vila Ipiranga e Atalaia; Unidades Básicas do Morro do Estado, Várzea das Moças, Cantagalo, Santa Bárbara, Baldeador, João Vizela e Ilha da Conceição.

Em junho, foi inaugurada a Clínica da Família Teixeira de Freitas, no Fonseca. A unidade deverá atender a cerca de 10 mil pessoas das localidades de Teixeira de Freitas, Riodades, Palmeiras e Morro do Bonfim.

Além da rede básica, o Hospital Municipal Carlos Tortelly está sendo ampliado e haverá qualificação do Serviço de Emergência e aumento do número de leitos de internação municipal.

No Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, será construído um novo e moderno prédio no local, com atendimento de urgência, serviços ambulatoriais, consultas e internações. A unidade oferecerá exames de Raio X e laboratoriais. Terá sala de isolamento, sala vermelha, sala de medicação, sala de nebulização, sala de curativo, sala de sutura, ente outros. Haverá acolhimento às famílias dos pacientes com sala de estar para as mães, fraldário, sala de atendimento familiar, vestiário e parquinho. O Centro de Tratamento Intensivo contará com nove leitos. A licitação será no próximo dia 30.

Fonte: Prefeitura de Niterói






domingo, 20 de julho de 2014

Ciclistas de Niterói reconhecem resultados do programa Niterói de Bicicleta e cobram mais avanços


Caminho livre para as bicicletas

Para tentar desafogar o trânsito em Niterói, prefeitura está investindo cada vez mais na malha viária para duas rodas

Ciclistas de Niterói reconhecem avanços, mas afirmam que ainda falta muito para transporte se tornar seguro. Fotos: Douglas Macedo


Estudo revela insatisfação de ciclistas com rede de ciclovias nas cidades brasileiras

Íris Marini

Pesquisador de uma universidade de São Paulo afirma que apenas 2,26% dos milhares de ciclistas entrevistados estão satisfeitos com as malhas viárias oferecidas nas cidades

Quem pedala nos centros urbanos não está satisfeito com a receptividade de suas cidades à bicicleta. É o que revela o resultado de um estudo sobre o tema feito este ano pelo pesquisador Yuriê Baptista César, mestrando em Engenharia Urbana pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do estado de São Paulo. Um questionário online respondido por milhares de ciclistas do Brasil mostra que só 2,26% dos usuários de bicicleta nas cidades estão satisfeitos com a rede cicloviária (ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas).

Em Niterói, para avançar nesta questão, a Prefeitura tem tentado transformar cada vez mais a vida de ciclistas e, consequentemente, desafogar o trânsito, colocando em prática etapas do Plano Niterói de Bicicleta. Hoje o município tem cerca de 30km de ciclovias/ciclofaixas e mais 10km de ciclovias em construção. A densidade de malha cicloviária em relação ao tamanho da cidade já é maior que a do Rio de Janeiro. Em breve, essa densidade será maior que todas as capitais do Brasil, garante a instituição.

“Foram comprados segregadores suficientes para aproximadamente 10 quilômetros de ciclovias. Finalizamos a ciclovia da Avenida Amaral Peixoto e fizemos um trecho que estava precisando muito no final da Rua Doutor Fróes da Cruz, ambas no Centro. Seguiremos instalando segregadores nas ruas do circuito universitário: Tiradentes, José Bonifácio, Andrade Neves e Lara Vilela. Também duplicamos a extensão da malha cicloviária da cidade. Toda mudança de comportamento leva tempo. Estamos caminhando a passos largos para cumprir o objetivo de fazer uma mudança real na cidade”, adianta o coordenador do plano, Argus Caruso.

A maioria dos entrevistados na pesquisa – 84,4% do total – considera que sua cidade não é segura para o uso da bicicleta como modo de transporte. Em uma escala de 1 a 5, a nota média para a “ciclabilidade” nas mais de 188 cidades avaliadas é de 2,03 pontos. A Região Sudeste liderou a participação. No dia 2 de agosto, das 13h às 15h, no MAC, será discutido o plano cicloviário da cidade.

"No dia 2 de agosto, das 13h às 15h, no MAC, será discutido o plano cicloviário da cidade".


A primeira ação educativa do uso da bicicleta, com motoristas de ônibus de Niterói foi feita na quarta-feira, no Teatro Popular. A iniciativa, que partiu da Prefeitura, contou com o apoio da Fetranspor, Setrerj e UCT. No evento foram realizados debates, vídeos, palestras com mais de 200 pessoas.

“A ação é um projeto piloto que terá continuidade e pretende atingir todos os motoristas que atuam em Niterói com o objetivo de fomentarmos um convívio harmônico entre os condutores e ciclistas”, diz Caruso.

Para o repórter cinematográfico Luis Araujo, que é um dos líderes do movimento Pedal Sonoro, de Niterói, os recém-implantados segregadores na Amaral Peixoto melhoraram muito a situação dos inúmeros carros que estacionavam na, até então, ciclofaixa. Mas ainda é preciso mais mudanças.

“O segregador foi bom. Diminuiu radicalmente a invasão dos motoristas na ciclovia, mas já flagrei uns três ou quatro carros parados dentro da via. Eles entram no início”, conta Luis.

O advogado Sérgio Franco, de 44 anos, é um dos representantes do grupo Mobilidade Niterói. Ele utiliza a bicicleta como meio de transporte há cerca de 10 anos. No início, era visto com estranheza quando saía de Icaraí em direção ao fórum, no Centro, de terno e gravata, de bicicleta, segundo ele.

“Hoje vemos engravatados usando até skate como meio de deslocamento. Ou seja, as pessoas, estão naturalmente despindo-se dos preconceitos, e começam a procurar meios de transportes mais eficientes, até porque falta espaço para o automóvel e dentro dos coletivos”, observa o ciclista.

Já está em fase final a contratação do projeto básico do plano cicloviário de toda a cidade, segundo a Prefeitura, que tem previsão de que, até o final do ano, a cidade o tenha completo.

Ainda foi finalizada a licitação para a compra de 250 bicicletários, suficiente para prender 500 bicicletas, de acordo com o órgão. Eles começarão a ser instalados ainda em julho deste ano. Serão contemplados diversos pontos estratégicos por toda a cidade. O modelo adotado é o “U” invertido. Vinte peças desse mesmo modelo já foram instaladas na Amaral Peixoto, em maio.

A ação dá ouvidos ao argumento de diversos grupos que defende um projeto cicloviário nas ruas do município. O texto foi elaborado por: Mobilidade Niterói, Pedal Sonoro, Massa Crítica, Ciclista Aprendiz, CSCNit, Bike Anjo, Pedalentos e Ciclistas de Niterói. No documento, afirma-se que “independente de qualquer campanha em favor das bicicletas, é visível que o número de usuários destas como meio de transporte vem aumentando ano após ano”. Além disso, o papel aponta que, de acordo com especialistas, o ideal para o deslocamento de bicicleta ser feito abrange um raio de 5 km, com tempo máximo de deslocamento de 30 minutos.

Estão em estudo: melhorias na ciclofaixa da Roberto Silveira, implantação de ciclovia na Miguel de Frias, mudança de lado da ciclovia da Fróes, recapeamento e nova ciclovia na São Lourenço, implantação de ciclovia no calçadão de Piratininga e contratação de 60 funcionários para trabalharem exclusivamente nas ciclovias e ciclofaixas junto aos agentes da NitTrans, diz o órgão.

A NitTrans informa que faz constantemente fiscalizações de estacionamento irregular nas ciclofaixas e demais itens do Código de Trânsito Brasileiro. Das 20.877 autuações registradas no primeiro semestre de 2014, 6.256 são relacionadas a estacionar o veículo no passeio ou sobre a faixa de pedestres ou ciclofaixa, equivalente a 21,74%.

Fonte: O Fluminense


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Projeto Cão Guia Brasil oferece treinamento gratuito em Niterói



Jonas Santiago e sua amiga inseparável Zuca, hoje leva uma vida normal. Foto: Lucas Benevides

Vanessa Lima

Além do serviço de treinamento para animais capazes de auxiliar deficientes visuais o projeto oferece a doação de cães treinados

Considerados os melhores amigos do homem, os cães possuem entre muitas características, princípios de fidelidade e inteligência avançada. Esses atributos foram capazes de torná-los os melhores animais para ajudar deficientes visuais no convívio junto à sociedade. O Projeto Cão Guia Brasil desenvolve em Niterói um serviço gratuito de treinamento e doação de animais domesticados para cidadãos portadores de necessidades.

Fundado em 2009 pelo adestrador e psicólogo George Thomaz Harison, morador do Ingá, a iniciativa promove a reintegração da pessoa com deficiência visual fornecendo uma locomoção segura por meio do cão-guia. O projeto foi idealizado após o Conselho Brasileiro de Oftalmologia revelar a existência de aproximadamente 5 milhões de pessoas com baixa visão no Brasil. Dentro desse grupo, cerca de 20 mil estão na fila de espera para obter um animal e apenas 70 cachorros são doados por ano.

O trabalho consiste inicialmente na seleção de cães filhotes das raças Labrador e Golden Retriever que apresentem bom estado de saúde. O adestrador observa aqueles que possuem maior habilidade para atender comandos de obediência e socializa o animal. Após essa etapa, ele passa por avaliação de desenvolvimento que define seu poder de inteligência e em seguida são levados diretamente para a rua, onde recebem treinamento específico. O cão aprende a identificar o movimento de trânsito, atravessar uma via, desviar de buracos, bueiros abertos, localizar escadas rolantes, elevadores, banheiros e outras ações necessárias no dia a dia. Ao todo o adestramento leva dois anos para ser concluído.

“O processo de aprendizado requer paciência e determinação. O trabalho é realizado na base da troca e do carinho”, explica o diretor do projeto.

Após o treinamento, o cachorro é levado para um canil em Itaipu, onde recebe os cuidados necessários e permanece sendo avaliado. Para encerrar o processo de socialização é preciso que um voluntário adote um filhote. Ao se cadastrar no site, o interessado é direcionado para uma fila de espera até que um cão com seu perfil esteja disponível. Em cinco anos o projeto já beneficiou 28 pessoas e atualmente encontra-se com uma longa fila.

Antes de ser contemplado pelo programa, o ex-bancário Carlos Eduardo Alvim, de 50 anos, morador de Icaraí, estudou a possibilidade de comprar um cão-auxiliar nos Estados Unidos. O território americano é o país que mais exporta cães-guias no mundo, por isso muitos deficientes consideram a alternativa de adquirir um cão do exterior, já que o número de cachorros doados no Brasil não atende ao volume de deficientes interessados. Entretanto, os gastos para aquisição de um animal exportado são exorbitantes e desanimadores. Na época o niteroiense pagaria cerca de R$ 20 mil por um Labrador americano, mas por intermédio de uma amiga, conheceu o instituto e depois de dois anos na fila ganhou a cadela Brida, da raça Golden Retriever.

“Eu nunca me adaptei a bengala e senti que para ter uma vida normal seria preciso adquirir um cão-guia. Tentei de todas as formas comprar um animal e não consegui, porque no Brasil esse tipo de ação não é prioridade para o governo. Porém, tive a sorte de conhecer o trabalho do George Harison e recebi uma doação há três anos atrás. Hoje meu relacionamento com a Brida é quase de marido e mulher, porque ela me oferece a oportunidade de ter autonomia, liberdade e segurança para ir a qualquer lugar sozinho,” relata.

Segundo Jonas Santiago, 29 anos, o primeiro voluntário a receber uma doação do projeto, através do seu cão-guia as pessoas puderam perceber que apesar das limitações, ele tinha capacidade de levar uma vida comum em segurança. “Infelizmente ainda existe aquela ideia de que o deficiente visual é uma pessoa triste, introspectiva e dependente das outras, mas eu nunca fui assim. Estou com a Zuca há seis anos e levo uma vida normal, praticando hobbies como vela, trilhas e já fui até para as montanhas de Machu Picchu no Peru. Inclusive desde que estou com ela, nunca mais fui assaltado. A proteção que o animal me propõe vai além das simples barreiras da mobilidade”, conta.

Para manter os custos de manutenção de cada animal, que chegam a R$ 20 mil, desde sua compra até o período de treinamento e doação, a iniciativa recebe apoio financeiro de empresas privadas e trabalha em parceria com o projeto Íris.

Fonte: O Fluminense


CAMINHO DOS MUSEUS - Da Boa Viagem ao Ingá, roteiro abrange seis prédios históricos


Fundação de Artes de Niterói pretende criar circuito guiado que percorre 150 anos em menos de cinco horas de caminhada

O Dia 

Rio - Um circuito com seis museus, um vizinho do outro. Não. Não estamos falando de Paris, na França, ou de Florença, na Itália. Este privilégio cultural está em Niterói e pode ser conferido em um passeio a pé pelos bairros do Ingá e da Boa Viagem. Bastam apenas de quatro a cinco horas para atravessar 150 anos de história, saindo de obras de 1860 e chegando às peças contemporâneas.

Acontece que, apesar das inúmeras atrações, este polo cultural tem atraído poucas pessoas. E é justamente para estimular as visitas que a Fundação de Artes de Niterói (FAN) pretende criar um circuito guiado pelos seis prédios históricos da região. A ideia é que ele aconteça de graça, uma vez po mês, a partir do MAC, como já ocorreu na 12ª Semana Nacional de Museus de Niterói, em maio.


Museu do Ingá tem um acervo de mais de quatro mil peças entre mobiliário e obras de arte. A visitação é gratuita
Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia

“Foram mais de 100 pessoas. Íamos também contando a história das ruas. Os bairros por si só são museus a céu aberto”, diz a coordenadora de Educação do Museu do Ingá, Barbara Harduin. 

Depois do moderno MAC, obra de Oscar Niemeyer, é descer o mirante em direção ao Museu Janete Costa, típico sobrado português, de 1862. Com um acervo em formação, o velho casarão foi reformado e reaberto em 2013. 

Aí é só atravessar a rua para entrar no Solar do Jambeiro. Palco de eventos cuturais, o prédio é uma atração à parte. As janelas, portas, o jardim e até as telhas da casa fazem uma viagem pela história. Construído em 1872, foi tombado pelo Iphan em 1974 e aberto ao público em 2001, após ser restaurado. 

A duas quadras dali, está o Museu do Ingá, de 1860, que já foi sede do governo do estado e por onde passaram 43 governadores. O local, aberto a exposições, possui um acervo de mais de quatro mil peças entre mobiliário e obras de arte. 

Ao lado dele fica a Sala José Cândido de Carvalho, referência em obras como fotografia, gravura e aquarela. Ela está no prédio da FAN. Presidente da entidade, André Diniz explica a vocação da região para as artes. “Aqui era uma área nobre, com bens bastante preservados. Temos uma diversidade de acervo, que vai do clássico ao contemporâneo”, disse. O passeio termina no museu Antônio Parreiras, dedicado a preservar a obra de um dos maiores pintores do Brasil. Tombado pelo Ipham, está em obras.

Circuito

MAC
Mirante da Boa Viagem s/nº. De ter a dom, das 10h às 18h. www.macniteroi.com.br

Museu Antonio Parreiras
R. Tiradentes 47, Ingá. Grátis.

Museu do Ingá
R. Pres. Pedreira 78, Ingá. De ter a sex, das 12h às 17h. Sáb, dom e feriados, das 13h às 17h. Grátis. 

Museu Janete Costa
R. Pres. Domiciano 178/182, Boa Viagem. De ter a dom, das 10h às 18h. Grátis.

José Cândido de Carvalho
R. pres. Pedreira 98, Ingá. De seg a sex das 9h às 17h. Grátis.

Solar do Jambeiro
Pres. Pedreira 195, Boa Viagem. De ter a dom, 10h às 18h. Grátis.


Fonte: O Dia


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Implantação de Companhias Destacadas começa a gerar resultados


Coronel Gilson Chagas afirma que já ocorreram grandes avanços no combate à criminalidade com a instalação das Cias Destacadas em Niterói. Foto: Evelen Gouvêa


Rafael Lopes

Comandante do 12º BPM afirma que ficou mais perto de bater todas as metas de redução de criminalidade depois da instalação das unidades em bairros de Niterói

Numa avaliação do trabalho das Companhias Destacadas instaladas em Niterói, o comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Gilson Chagas, afirma que em seis meses de atividade, elas se tornaram fundamentais na atuação contra a criminalidade. Segundo ele, foram 75 assassinatos no primeiro semestre, 17 a menos que a meta de recudção de criminalidade estipulada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Mas apesar do avanço, o batalhão ainda não conseguiu atingir a meta de redução de assaltos e de roubos de veículos. Nos seis primeiros meses foram 2.330 assaltos contra 1.834 estipulados como teto. Foram roubados 782 veículos no período, quando a meta era não ultrapassar os 1.834 casos.

“Estamos nos aproximando dos números da meta. No segundo semestre, os índices irão cair, pois as companhias destacadas estarão em um ponto de atividade mais consistente”, aposta o comandante, lembrando, por exemplo, que não tem havido mais registros de conflitos entre criminosos no Morro do Palácio, no Ingá, como existiam antes das companhias destacadas.

De acordo com ele, o Morro do Estado também está mais tranquilo. “Os confrontos naquela região ocorrem apenas nas comunidades vizinhas da Chacará, Arroz e Abacaxi, mas operações constantes nesses locais já reduziram as atividades criminosas”, garante.




Gilson Chagas diz que boa parte dos resultados obtidos, também deve-se à ajuda dos moradores da cidade.

“As companhias destacadas estão em um momento específico de interação com a sociedade e na atuação contra os criminosos. A última (Cavalão) foi instalada no início do mês passado. É preciso ajustes, mas a nossa principal ferramenta estratégica é o apoio e denúncias que partem da população. Na Região de Pendotiba, os moradores estão sempre nos passando informações sobre movimentações suspeitas e roubos de veículos, principalmente”, exemplifica.

As bases fixas da PM foram adotadas após a onda de violência que assombrou Niterói no segundo semestre do ano passado, que foi seguida por uma série de reuniões entre a cúpula da Polícia Militar, da Prefeitura de Niterói e do Governo do Estado.

As companhias começaram a ser instaladas em dezembro de 2013, e atualmente já estão em cinco pontos de Niterói: Morros do Estado e Palácio, que atendem as regiões do Centro e parte da Zona Sul; em Pendotiba, que atende também à Oceânica; no Fonseca, para atender a Zona Norte; e no Morro do Cavalão, abrangendo São Francisco e Icaraí, na Zona Sul.

“No Fonseca, antes da instalação da Companhia Destacada, as pessoas evitavam passear no Horto Botânico”, lembra Chagas, referindo-se ao local onde a base foi instalada.

Entre a população, ainda há divergências sobre a eficácia das Companhias Destacadas.

“Não melhorou a segurança. Continuamos a mercê de assaltos a carros e pedestres. Voltaram os bailes funks que não deixam ninguém dormir e quando acaba eles saem drogados assaltando e aterrorizando os que trafegam por aqui! Apelido da minha rua: Rua do Perdeu! Tenho filhos adolescentes, tenho medo deles na rua”, desabafa uma moradora de 51 anos que reside há 13 em Icaraí.

Já o advogado João Roberto Abreu, de 30 anos, morador do Fonseca e dono de uma residência próxima ao Horto Botânico, aprova o novo esquema de policiamento trazido para Niterói.

“A Alameda São Boaventura ficou largada por muito tempo, mas agora vemos as viaturas passando ou estacionadas em pontos fixos. Isso nos deixa mais seguros”, declara.


Fonte: O Fluminense





Niterói ganha uma nova iluminação



Monassa diz que objetivo é iluminar melhor principais eixos da cidade. Foto: Maurício Gil

David Tavares

Mais eficazes e econômicas que as incandescentes, lâmpadas metálicas já começam a ser instaladas na Região Oceânica

A Prefeitura de Niterói começou a instalar nos postes da cidade o novo padrão de iluminação pública de ruas e avenidas. O serviço, que é executado pela Secretaria Municipal de Conservação, começou a ser feito na Região Oceânica, mais precisamente a Avenida Ewerton da Costa Xavier, antiga Avenida Central, em Itaipu, e vai trazer mais segurança e conforto para a população.

De um total de 250 postes que beiram a avenida, 50 receberam novas lâmpadas de iluminação metálica. A expectativa é que dentro de 15 dias todos os postes já estejam no novo padrão estipulado pela prefeitura da cidade.

De acordo com a secretária Municipal de Conservação, Dayse Monassa, a mudança ocorrerá para benefício da população, visto que a iluminação metálica proporciona maior nitidez e durabilidade, além de consumir menos watts que as lâmpadas incandescentes.

“A diretriz da prefeitura é cuidar e iluminar melhor os principais eixos da cidade, além de praças e monumentos, mantendo a população segura. A questão da iluminação ajuda na segurança, que está a cada dia mais em pauta”, frisa Monassa, acrescentando que todo o desempenho do novo padrão será monitorado através das contas de luz da prefeitura: “Além da instalação das lâmpadas brancas, que oferecem uma iluminação mais forte, outro fator valorizado pela administração foi a questão da economia que a substituição representa”.

Após a Avenida Central, a Rua Artur Pereira da Mota, no Caramujo, uma das principais vias do bairro, também receberá lâmpadas fluorescentes em toda extensão.

Já em São Francisco, na Zona Sul da cidade, mais precisamente na Avenida Rui Barbosa, estão sendo instalados cerca de 240 braços em postes para lâmpadas de led, que têm custo baixo e consumo menor que fluorescentes e incandescentes. Elas serão posicionadas em toda extensão, passando pela estrada da Cachoeira até o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Largo da Batalha.

“Estamos comprando as lâmpadas de Led para fazer a duplicação da iluminação e fornecer um serviço ainda melhor”, justifica Dayse Monassa.
Fonte: O Fluminense