domingo, 7 de fevereiro de 2016

Cubango encerra desfiles da Série A em grande estilo


Cubango encerra dia de desfiles da Série A em grande estilo
Foto: Lucas Benevides


Agremiação trouxe um enredo animado, muitas cores e falou sobre a importância da água

Última escola a entrar na Marquês de Sapucaí, pelo segundo dia de desfiles da Série A, a agremiação niteroiense Acadêmicos do Cubango encerrou o domingo de forma esplendorosa. Com o enredo “Banho de mar à fantasia” e 1.700 componentes na avenida, a escola, como prometido, coloriu a avenida e deu seu recado sobre a importância da água.

Com um enredo de peso, a escola encharcou a Passarela do Samba de esperança, além da conscientização sobre a necessidade de se poupar o elemento que nos move. A Cubango, com muito bom humor, logo na comissão de frente, encenou um belo nado sincronizado protagonizado por seres aquáticos, chamando a atenção do público.

“A escola vem se reformulando, trouxemos um novo olhar para esse tema. A gente entra para divertir o público e a partir disso fazer as pessoas refletirem. Nós contamos samba através da mímica e interpretação. A ideia sempre é fazer pensar”, explica o coreógrafo da comissão de frente Márcio Moura.

Em seguida, o maior destaque da escola: o primeiro carro alegórico, que empolgou a avenida com seu tamanho e quantidade de componentes sobre ele, cerca de 80. O carro abre-alas corporificou os “mistérios da imensidão das águas salgadas do atlântico” e apresentou espécies gigantescas – a grande serpente marinha e o luxuoso reino do “deus dos mares”, o palácio de Netuno.

A rainha de bateria Cris Alves considerou o enredo inteligente, fazendo o público pensar de forma espontânea no que é o cuidado com a água do planeta. Além disso, explicou detalhes da fantasia.

“Eu sou a rainha das águas africanas. A fantasia pesa pelo menos uns dez quilos, mas a motivação é maior. Viemos com um enredo inteligente, falando sobre a necessidade de economia da água e também das Olimpíadas. Nossa escola veio para lavar o coração da humanidade, porque água lava tudo”, diz Cris Alves.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, também esteve no desfile como componente da escola e se considerou o maior torcedor para que tudo dê certo para escola, destacando a importância do tema.

“A escola veio muito bonita, com o samba falando sobre a água, sobre os mares. E Niterói é uma cidade que tem muita vocação marítima, que está de frente para o mar. E eu venho com a Cubango, não na condição de prefeito, mas de componente, torcendo, vibrando com a escola. Faço isso com prazer, gosto de conversar com as pessoas, dar força, acho importante transmitir o reconhecimento da cidade para esses componentes, que lutaram o ano todo, se esforçaram e que estão hoje vivendo esse momento especial com o desfile”, diz Rodrigo Neves, acrescentando que o samba e as escolas são as melhores expressões da cultura popular, com participação das comunidades.


Christa Grael com componentes da escola que estiveram conosco no Carro Alegórico. Foto Axel Grael.


"Preservar as águas é preservar a vida": Christa e Axel Grael. Foto de Carla Tavares.

 
O último carro alegórico, intitulado “Preservar as águas é preservar a vida”, no qual o sonho é com um Brasil de água limpa, onde o país vence a poluição, representou o sentimento Olímpico trazido neste ano de 2016, quando o Rio de Janeiro recebe o evento. O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, esteve no alto do carro, acompanhado da atleta Heloisa Affonso, remadora de canoa havaiana, entre outros esportistas.

O desfile, que teve duração de 54 minutos, fez pensar. É como diz seu samba enredo, “Deixa clarear, o dia / Quero me banhar à fantasia / No vai e vem do mar, as águas vão rolar / É a Cubango dando um banho de alegria”.

Fonte: O Fluminense






sábado, 6 de fevereiro de 2016

COMBATE AO AEDES: Nota de esclarecimento da Prefeitura Municipal de Niterói




COMENTÁRIO AXEL GRAEL:

Mais uma vez, certos veículos de imprensa desinformam. A afirmação da matéria do Globo Niterói de que Niterói estaria em falta de inseticida para o combate à dengue não procede. Com mais de 2.000 pessoas mobilizadas na cidade para o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor das doenças dengue, chikungunya e a Zyka, contando com soluções inovadoras e reconhecidas nacionalmente, a cidade de Niterói está enfrentando a epidemia com eficácia.

É em Niterói, em parceria com a Prefeitura, que a FIOCRUZ está estando novas tecnologias de combate ao Aedes, como a inoculação da bactéria Wolbachia. Também em Niterói, um aplicativo de celular foi disponibilizado para facilitar a comunicação da população com a Prefeitura.

O resultado de todo o trabalho está nos números registrados em 2015:
  • Crescimento da dengue no Brasil: 177%
  • Crescimento da dengue no RJ: 580%
  • Crescimento da dengue em Niterói: 11%
O combate químico ao mosquito, através de inseticida ("fumacê"), é recomendado apenas em situações específicas e é eficiente apenas contra o inseto adulto, não agindo sobre as larvas. Caso seja utilizado de forma indiscriminada, o pesticida pode causar resistência nos mosquitos e perder eficiência, pode causar desequilíbrio ecológico pois não mata apenas o Aedes (mata também os seus predadores) e pode causar problemas à saúde humana e ao meio ambiente.

Por isso, a Prefeitura de Niterói possui estoques de inseticidas, mas apenas aplica com responsabilidade, seguindo protocolos rígidos e nas situações em que o seu uso é prescrito por profissional competente e aprovado pela Secretaria Municipal de Saúde.

A Prefeitura de Niterói continua empenhada em cumprir o seu dever, fazendo a sua parte e mobilizando a população no esforço para derrotar o mosquito. Equipes da Prefeitura continuam trabalhando de forma dedicada e intensa, mesmo nos dias de Carnaval.

A partir do dia 13 de fevereiro, Niterói começa mais uma parceria e receberá mais um importante reforço. Conforme decidido na última quinta-feira, em reunião com oficiais representantes do Exército e da Marinha, um grande efetivo de militares estará nas ruas de Niterói, somando-se às equipes da Prefeitura de Niterói no combate à Dengue, à Chikungunya e à Zyka.

A maior arma que temos contra o Aedes é a informação e a participação de todos. No atual momento, em que vidas estão em jogo, notícias alarmistas e infundadas são um desserviço e não interessam a ninguém. Ou será que interessa?

Axel Grael


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Nota de esclarecimento da Prefeitura Municipal de Niterói

06/02/2016 - A Prefeitura de Niterói esclarece que não procede reportagem de suplemento informativo semanal sobre ações relacionadas contra a dengue. Niterói é a única cidade da Região Metropolitana que não registrou na sua rede municipal de hospitais, nos últimos três anos, sequer um óbito em consequência da dengue.

A prefeitura conta atualmente com cerca de 2 mil profissionais atuando em ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Além dos agentes de endemias, que visitam as casas periodicamente, profissionais do Programa Médico de Família atuam em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses nas suas áreas de cobertura, totalizando 100% do município.

A prefeitura conta atualmente com cerca de 2 mil profissionais atuando em ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti.



As unidades locais de saúde fazem ações conjuntas nos bairros com maiores índices de infestação. Para isso, contam com a parceria da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin), da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SECONSER), da Defesa Civil, da Secretaria de Ordem Pública, entre outros órgãos municipais.

"... em 2015, o crescimento da dengue foi de 177% no Brasil, 580% no Estado, enquanto em Niterói este crescimento foi de apenas 11%".



A estratégia e efetividade das ações da administração municipal no combate e prevenção ao mosquito em Niterói vêm se mostrando muito bem-sucedidas. Comparando os resultados de Niterói com os do Estado do Rio e do País em 2015, o crescimento da dengue foi de 177% no Brasil, 580% no Estado, enquanto em Niterói este crescimento foi de apenas 11%. Esse resultado é reflexo do trabalho intenso realizado pelo município durante todo o ano e intensificado no verão, com a participação de outros setores do poder público.

"... o uso do produto por meio do fumacê tem indicações precisas e obedece a protocolo criterioso, sendo usado como medida complementar no combate ao mosquito".


A gestão municipal esclarece que não há falta de inseticida no município. No entanto, o uso do produto por meio do fumacê tem indicações precisas e obedece a protocolo criterioso, sendo usado como medida complementar no combate ao mosquito. Além disso, quando usado com frequência, pode causar resistência no mosquito. Portanto, o uso só é feito dentro de critérios de segurança. O município trabalha com carro fumacê e outros equipamentos necessários que estão disponíveis quando indicados.

"A gestão municipal esclarece que não há falta de inseticida no município".



Em janeiro, a prefeitura lançou a campanha “Não Crie Mosquito em Casa”, uma ação que envolve várias secretarias e órgão municipais. A principal ferramenta é o aplicativo gratuito Sem Dengue, que permite tirar fotos de possíveis criadouros do mosquito e enviar a imagem para que fiscais da Secretaria Municipal de Saúde vistoriem o local. Até o momento, foram feitas via o aplicativo 120 denúncias, com 38 casos em atendimento e 31 resolvidos.

A campanha tem, ainda, a distribuição de panfletos, cartazes, divulgação nas mídias sociais e uma página especial no Portal da Prefeitura (www.niteroi.rj.gov.br/contradengue).

O Disque Dengue é outro canal disponível para a população denunciar possíveis focos e tirar dúvidas. O horário de atendimento da central é de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e de 13 às 17h, e sábados e domingos, das 9h às 13h. O município também atende denúncias pelo Facebook e por e-mail institucional (ascom@saude.niteroi.rj.gov.br ).

Fonte: Prefeitura de Niterói



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LARS GRAEL NO PROGRAMA "MARIANA GODOY ENTREVISTA": 'Brasil tem chance de ser top 10 na olimpíada'


http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/marianagodoyentrevista/videos/programas-na-integra/mariana-godoy-recebe-lars-grael-integra
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http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/marianagodoyentrevista/videos/ultimos-programas/brasil-tem-chance-de-ser-top-10-na-olimpiada-opina-lars-grael
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'Brasil tem chance de ser top 10 na olimpíada', opina Lars Grael

Medalhista olímpico comenta pontos favoráveis para o país-sede.

Em ótima entrevista, Lars Grael falou sobre as chances do Brasil na Rio 2016 e nos Jogos Para Olímpicos, falou sobre a Baía de Guanabara e sobre política esportiva.

Também respondeu a perguntas dos expectadores.





No mais, fica uma impressão muito positiva do programa da Mariana Godoy. A entrevistadora é simpática e competente e o programa tem um clima agradável e leve. Uma boa opção diante da difícil escolha que a TV em geral oferece no horário.

Axel Grael




RESTAURAÇÃO FLORESTAL: A urgência de recobrir o Brasil




Oportunidades na economia florestal mobilizam investidores, ONGs e academia no rastro dos compromissos climáticos

*Esta é a primeira de uma série de reportagem sobre restauração florestal, em parceria da PÁGINA22 com o projeto MapBiomas

Reza o dito popular, atribuído originalmente ao poeta cubano José Martí, que o ser humano somente se realiza por completo após ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. Das três partes dessa missiva, a última, à primeira vista, parece a mais simples. Mas não no caso do cultivo de mudas para recompor ambientes de floresta natural e recuperar áreas degradadas, atividade que se tem mostrado bem mais complexa e cara do que normalmente se imagina.

E agora mobiliza grande esforço por parte de cientistas, ambientalistas e economistas – no País e em várias partes do mundo – para o desenvolvimento de um modelo apto a torná-la viável na escala compatível com a urgência do combate à mudança climática e da conservação de recursos vitais, como a água.

O caminho exige fazer contas e gerar receita mediante o uso sustentável, conforme mostra esta primeira reportagem da série sobre restauração florestal.

No Brasil, os primeiros números da difícil matemática, divulgados em janeiro como resultado de um estudo inédito conduzido pelo Instituto Escolhas, retratam o volumoso custo da empreitada: até 2030 será necessário um investimento total de aproximadamente R$ 52 bilhões (R$ 3,7 bilhões ao ano) para tornar factível o plano de restaurar 12 milhões de hectares, conforme o compromisso brasileiro de mitigar a emissão de gases de efeito estufa, anunciado em dezembro na conferência da ONU sobre clima, em Paris.

O cálculo considera o plantio de 50% da área durante 21 anos com espécies exóticas, como o eucalipto, que deverão ser substituídas por árvores nativas após 25 a 30 anos. Nessas condições, o modelo prevê taxa de retorno financeiro de 4%, mediante exploração de madeira, e disso resultaria a criação de 215 mil empregos. Além da arrecadação de R$ 6,5 bilhões em impostos, o empreendimento permitiria a construção de toda uma cadeia produtiva (coleta de sementes, viveiros de mudas, laboratórios, maquinário, serviços de manutenção) capaz de paralelamente resolver o passivo ambiental do agronegócio.

“Estamos na largada da corrida e precisamos de atletas para isso”, adverte Roberto Kishinami, um dos coordenadores do estudo, ao reforçar a importância do investimento em qualificação técnico-profissional neste momento preparatório. De acordo com o pesquisador, o Brasil cultiva atualmente 350 mil hectares de floresta por ano, o que corresponde a pouco mais de um terço do necessário para o País cumprir a atual meta, e, dessa área, menos de 1% com árvores nativas.

O quadro requer rapidez para romper a defasagem: “O próximo passo, em 2016, será refinar os dados e mapear os métodos de plantio de floresta ambiental, social e economicamente mais vantajosos, em regiões prioritárias na Amazônia e Mata Atlântica, biomas abrangidos pelo estudo”. A modelagem incluirá outras fontes de receita, como o aproveitamento de produtos não madeireiros e a remuneração por serviços ecossistêmicos dentro do conceito de ecologia da paisagem [1].

[1] Método que considera não apenas as reservas legais das propriedades rurais isoladamente, mas os benefícios ambientais, econômicos e sociais obtidos pela conexão delas com outras áreas de mata, em uma perspectiva mais ampla

O fator mudança no uso da terra [2] tem sido apontado como a bola da vez no debate climático global, o que poderá significar aumento do fluxo de recursos para soluções, entre as quais está a restauração florestal. “O engajamento do setor financeiro na reunião de Paris foi notório e o Brasil tem tudo para se destacar com investimentos em estoques de árvores que fixam carbono”, ressalta Roberto S. Waack, membro da Coalizão Clima, Florestas e Agricultura, iniciativa que encomendou a modelagem econômica da restauração ao Instituto Escolhas e pretende acessar recursos de fundos internacionais para o tema.

[2] É a principal fonte de emissões da economia brasileira, no total de 486 milhões de toneladas de carbono, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg) – 2015

O capital privado, segundo Waack, tem sido ator relevante no jogo, o que reforça a importância de tornar o plantio de florestas economicamente mais atrativo. Com a redução das incertezas científicas e o aumento das regulações globais e nacionais, a lógica inverteu-se: “Hoje, não investir em tecnologias de baixo carbono é que representa risco ao patrimônio”, diz. Criar sistemas de gestão em land use (uso da terra), incorporando novos modelos de silvicultura, é estratégico para a competitividade das empresas.

Uma das iniciativas brasileiras mais recentes é o projeto MapBiomas, que em 2016 começará a divulgar mapas anuais de cobertura do solo em todo o Brasil de forma barata, rápida e atualizada, com possibilidade de comparar dados históricos desde 1985. A principal inovação é o processamento de imagens de satélite tendo como base a plataforma Google Earth Engine. A tecnologia disponibiliza dados em nuvem para fácil acesso a pesquisadores nas diferentes regiões, eliminando barreiras que antes tornavam o trabalho inviável.

“A ideia foi preencher a lacuna de informação sobre a dinâmica do uso da terra no Brasil para melhorar as estimativas de emissões de gases de efeito estufa”, explica Carlos Silva, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e um dos coordenadores do projeto, promovido pelo Seeg/Observatório do Clima em cooperação com ONGs, universidades e empresas. O mapeamento facilitará a aplicação do Novo Código Florestal [3], além de monitorar áreas protegidas e apontar oportunidades para restauração.

[3] O passivo ambiental a ser restaurado nas propriedades, após a implementação do Cadastro Ambiental Rural, é estimado em 20 milhões de hectares

“O País precisa achar os meios para aumentar a cobertura florestal, porque não poderá voltar atrás no compromisso registrado na ONU”, afirma Maurício Voivodic, diretor-executivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), organização que auxilia pequenos produtores de cacau e eucalipto a recuperar a mata nativa.

Em sua análise, “faltam condições políticas e econômicas ao País para desatar esse nó”. O Plano ABC — Agricultura de Baixo Carbono previu em 2010 a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020, parte mediante plantios florestais, mas até agora atingiu-se apenas um quinto da meta, segundo Voivodic.

Avanços mais expressivos são esperados após a aprovação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) – marco legal que definirá como as reservas legais poderão ser exploradas economicamente, hoje no Ministério do Meio Ambiente para ajustes após consulta pública entre janeiro e agosto do ano passado. No horizonte de 20 anos, o plano prevê a recuperação de 390 mil hectares nos primeiros cinco anos e estabelece medidas para sensibilização da sociedade, aumento da quantidade e qualidade de sementes e mudas, fomento ao mercado de produtos e serviços de restauração florestal, desenvolvimento de mecanismos de incentivo e expansão de assistência técnica.

“O desafio está em mudar a visão dos tomadores de decisão, mostrando que plantar árvores pode gerar mais renda do que as atividades que as destroem”, destaca Rubens Benini, coordenador da agenda de restauração da TNC Brasil. A ONG iniciará estudos econômicos da restauração em 2016, tendo até hoje contribuído para repor 11 mil hectares de vegetação nativa em dez Estados, com um total de 29 milhões de árvores.




Para Benini, uma importante questão a ser resolvida é a estruturação de uma base genética para espécies nativas, repetindo o esforço empreendido para o eucalipto. “Não estamos falando apenas de clima, mas de segurança alimentar, garantia de água e redução da pobreza.” Em razão desses fatores, e também dos benefícios de outros insumos básicos que podem ser obtidos de árvores, como a geração de energia, o tema da restauração florestal compõe a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecida pelas Nações Unidas no ano passado com metas para 2030.

A questão, antes restrita ao círculo ambientalista e às universidades, chegou aos bancos e tende a ser considerada, por exemplo, na liberação de crédito rural. Márcio Macedo, gerente da área de meio ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem a expectativa de significativo aumento da demanda por financiamento [4] de plantios de floresta: “Após o acordo climático de Paris, o tema ganhou importância global e o fluxo de recursos para a atividade deverá crescer”. O banco está estruturando um fundo ambiental de R$ 1 bilhão a partir de recursos captados lá fora – “um plano ambicioso, que dependerá de qualificação técnica e bons projetos”.

[4] Lançado em 2015, o BNDES Restauração Ecológica já recebeu 78 projetos para restauração de 20 mil hectares na Mata Atlântica, totalizando R$ 281 milhões

Em plantios florestais de menor escala com espécies nativas, o custo chega a R$ 14 mil por hectare, mas no caso de áreas regeneradas naturalmente, sem cultivo de mudas, o valor cai para R$ 3 mil a R$ 5 mil por hectare. Experimentos de campo têm chegado a modelos mais baratos. “Na Mata Atlântica e na Amazônia, a redução de custo atingiu 50%, em média, com uma combinação de espécies nativas e adubação verde”, revela Ricardo Rodrigues, pesquisador da Universidade de São Paulo/Esalq, em Piracicaba (SP). E o retorno financeiro com a exploração de madeira superou as expectativas. “Queremos agora medir o valor dos ganhos com os serviços ecossistêmicos da restauração.”

Os negócios podem ser favorecidos pelo surgimento de mecanismos de mercado, como a compra e venda de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) [5], em desenvolvimento no Instituto BVRio. O presidente executivo, Pedro Moura Costa, é otimista: “A ficha está caindo; é maior o engajamento de produtores rurais e tudo indica que o setor deslanchará quando a situação econômica melhorar”.

[5] Mecanismo previsto no Código Florestal, no qual um proprietário sem Reserva Legal pode compensar o passivo comprando “cota” de floresta em outra área

Outro mecanismo, recém-lançado pela instituição, é a bolsa de comércio de madeira, com plano de movimentar US$ 200 milhões até dezembro. Como suporte às transações foi criado um aplicativo para que compradores (construtoras, serrarias, fabricantes de móveis, atacadistas e exportadores) possam rastrear a origem do produto ao passar o telefone sobre o código de barras da guia que o acompanha.

O Serviço Florestal Brasileiro estima que menos da metade das toras extraídas na Amazônia tem origem legal e sustentável. Mudar o cenário de competição desleal do produto predatório, que não paga impostos, é uma condição para a chegada de investimentos. Para o suprimento da demanda brasileira, estima-se a necessidade de multiplicar por dez a atual área de produção de madeira rastreada, até 2030. Plantar árvores é uma das soluções.

Fonte: Página 22










sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PARQUES - Número de visitantes nas UCs federais aumenta 320%




De 1,9 milhão em 2006, este índice subiu para 8 milhões em 2015

Brasília (05/02/2016) – Nos últimos dez anos, a visitação nas unidades de conservação (UCs), geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), teve aumento de 320%, passando de 1,9 milhão de pessoas em 2006 para 8 milhões em 2015.

Embora não tenha um estudo efetivo que indique o motivo desse aumento, a diretoria de Criação e Manejo (Dimam), do ICMBio, lista algumas ações que, sem dúvida, contribuíram, em muito, para estruturar as unidades e atrair mais visitantes.

“Temos priorizado o investimento em ações estruturantes, como a capacitação de servidores, o estabelecimento de diretrizes e normas gerais, a delegação de serviços de apoio à visitação e a atuação em conjunto com instituições parceiras”, diz Lilian Hangae, diretora de Criação e Manejo (Diman) do ICMBio.

Com orientações técnicas estabelecidas, prossegue ela, as experiências adquiridas são multiplicadas regionalmente, diminuindo os custos e levando à implantação de atividades de uso público com maior agilidade, maior ou menor grau de complexidade e em diferentes categorias de unidades de conservação.



Sobre o perfil dos visitantes, Lilian lembra que o assunto é objeto de uma constante preocupação da Diman, pois representa o fio condutor dos procedimentos de estruturação e ordenamento da visitação.

No geral, diz ela, esse perfil varia de acordo com os atributos ambientais e sociais das UCs. “Cada unidade de conservação tem uma abordagem em termos de atividades disponibilizadas para visitação e estas atividades, em muitos casos, estabelecem o perfil dos visitantes”

Mesmo admitindo que apenas algumas poucas unidades disponham, no momento, de estudos específicos sobre visitação, Lilian afirma que observa-se significativos avanços na realização de pesquisas e desenvolvimento e aplicação de metodologias que levam a esse conhecimento.

Como exemplo, ela cita a Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, e o Parque Nacional de Anavilhanas, na Amazônia, que vêm buscando este conhecimento por meio de cooperação técnica com o Serviço Florestal Americano e apoio da USAID (agência de desenvolvimento dos EUA), dentro do Programa de Parcerias para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia, estabelecido entre os governos brasileiro e norte-americano e a Universidade West Virginia.

Por fim, para destacar a importância do turismo nas UCs, Lilian afirma que uma das premissas para o alcance da missão do ICMBio, que é proteger o patrimônio natural e promover o desenvolvimento socioambiental, é o fortalecimento e qualificação da visitação nas unidades federais.

“A visitação é uma ferramenta estratégica de sensibilização para a conservação e estímulo ao desenvolvimento do sentimento de pertencimento da sociedade em relação a estas áreas protegidas”, conclui a diretora.

Veja mais dados sobre visitação em Unidades de Conservação federais aqui.

Comunicação ICMBio
Fonte: ICMBio


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AVIFAUNA NO RJ: Observadores de aves registram 71 espécies na Reserva Biológica de Guaratiba


COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

A Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas (Dibap) do INEA está de parabéns pela implantação do programa "Vem passarinhar - RJ", que tem como objetivo promover a prática de Observação de Aves. No mundo todo, observadores de aves estão historicamente dentre os maiores colaboradores dos parques, ajudando no estudo e divulgação da biodiversidade nestas áreas protegidas, colaborando com o alerta sobre a prioridade de proteção de espécies e áreas ameaçadas.

Constituído por grupos de especialistas ou de apenas aficionados, os grupos de observadores reúnem grande número de pessoas e são também responsáveis pela movimentação do setor turístico e ecoturístico.

Formar observadores de aves, fomentar a sua organização no país e no RJ e atraí-los para os nossos parques estaduais é uma grande iniciativa, uma vez que a nossa rede de áreas protegidas é extensa, valiosa em termos de patrimônio natural, mas ainda muito pouco aproveitada. Pouquíssimos fluminenses conhecem os parques do nosso estado.

Embora ocorra mais lentamente do que o esperado, os parques e outras unidades de conservação estaduais estão recebendo uma infraestrutura gerencial, de apoio aos visitantes, de suporte à pesquisa e à proteção dos seus ecossistemas. Os investimentos ocorrem principalmente impulsionados pelo sistema de compensações ambientais, que hoje irriga o sistema de parques com mais recursos financeiros que a burocracia permite aplicar.

O problema é que os parques sempre foram vistos o país como sorvedores de dinheiro e não como alavancas da sustentabilidade econômica e econômica regional, como já são reconhecidos em outras partes do mundo.

Como indicado no gráfico abaixo (que costumo utilizar em minhas apresentações), os parques e outras unidades de conservação no Brasil sempre foram pouco priorizados nos investimentos públicos por um motivo sistêmico:
  • Por serem pouco conhecidos, os parques são poucos valorizados pelos contribuintes/eleitores.
  • Se pouco valorizados, pouco repercutem.
  • Se não repercutem, recebem poucos recursos orçamentários e, assim, não são capazes de promover a implantação de infraestrutura e de serviços adequados.
  • Sem infraestrutura e serviços de qualidade, não atraem visitantes.

Modelo esquemático do "Ciclo Vicioso das Unidades de Conservação". Concebido por Axel Grael.

A forma de "quebrar" este círculo vicioso é:
  • INJETAR DINHEIRO ($): esta necessidade tem sido atendida nos últimos anos através de mecanismos como as compensações ambientais.
  • ATRAVÉS DO "VOTO": escolhendo-se tomadores de decisão no executivo e no legislativo, que sejam sensíveis à necessidade de investir em unidades de conservação e políticas de proteção à natureza.
  • ATRAVÉS DA "EDUCAÇÃO AMBIENTAL", DA DIVULGAÇÃO E PROMOÇÃO DA VISITA AOS PARQUES.
O incentivo aos Observadores de Aves encaixa-se na terceira opção acima e é, comprovadamente, uma eficiente forma de promover a visitação e a valorização das áreas protegidas.

Que o programa "Vem passarinhar - RJ" tenha sucesso e espalhe-se pelas unidades de conservação no Rio de Janeiro, sejam elas federais, estaduais ou municipais.

Axel Grael
Vice-Prefeito
Niterói



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Observadores de aves registram 71 espécies na Reserva Biológica de Guaratiba





Abertura do calendário do Vem Passarinhar RJ aconteceu no último final de semana de janeiro

A Reserva Biológica de Guaratiba inaugurou no último final de semana de janeiro o calendário anual do projeto Vem Passarinhar RJ do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com a participação de 48 observadores de pássaros de diferentes cidades brasileiras. Foram registradas 71 espécies de aves, das quais quatro não constavam no levantamento realizado pelo plano de manejo da unidade.

- São informações que vão auxiliar no processo de gestão – afirmou o chefe da reserva, Eduardo Antunes.

A atividade contou com apoio e participação da comunidade do entorno da unidade, buscando fomentar a economia de base comunitária. O transporte foi fornecido por pescadores artesanais de Guaratiba e a alimentação por um tradicional restaurante local, que ofereceu um cardápio especial para os participantes. Além disso, o evento contou com um esquema de segurança realizado pela Unidade de Policia Ambiental (UPAm) do Parque Estadual da Pedra Branca e pelo Serviço de Guarda-parques do Inea.

Outra parceria foi feita com o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, no dia 30/01, com observação de pássaros e visita guiada, de belezas naturais, paisagísticas, históricas e artísticas mundialmente reconhecidas.

Na ocasião foi lançado o Passaporte do Vem Passarinhar- RJ, em que é registrada a presença dos observadores nas unidades de conservação estaduais. O Vem passarinhar - RJ é coordenado pela Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas (Dibap) do Inea, que visa estimular a atividade de observação de aves nas unidades de conservação estaduais.

Os resultados expressivos alcançados pela atividade nas unidades demonstram a importância da participação da população na geração de conhecimento, conservação e preservação da avifauna brasileira. A atividade é reconhecida como importante para a gestão das unidades de conservação estaduais.

A próxima edição do Vem Passarinhar acontece nos dias 27 e 28 deste mês no Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Fonte: SEA


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MAIS SEGURANÇA EM NITERÓI: Guarda Municipal prende estuprador foragido da justiça


Guarda Municipal de Niterói.


Ação é resultado de trocas de informações entre as Secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos de São Gonçalo e Niterói

Foi preso na manhã desta quinta-feira (4) pelos guardas municipais da Coordenadoria de Apoio ao Serviço Social (CASS), Carlos José Victorino, na Rua Coronel Gomes Machado, no Centro de Niterói, que estava foragido da justiça, acusado de praticar estupro no município de São Gonçalo.

O homem foi abordado pelos guardas graças as trocas de informações entre as Secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos de São Gonçalo e Niterói, que informava sobre as características de um possível estuprador que estaria morando nas ruas de Niterói. Segundo os guardas municipais, no momento da abordagem Carlos José negou que houvesse qualquer coisa contra ele, mas precisou ser levado para delegacia, pois não portava nenhum documento de identificação. Ele foi conduzido para a 76ª DP (Centro).

Na delegacia foi confirmado que o suspeito realmente estava com um mandado de prisão preventiva em aberto desde 2005. Carlos José encontra-se preso e à disposição da justiça.

Fonte: O Fluminense


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Obras em andamento.


04/02/2016 - Em visita na manhã desta quinta-feira (04/02) às obras da futura Cidade da Ordem Pública, no bairro do Barreto, na Zona Norte da cidade, o prefeito de Niterói informou que as intervenções serão concluídas no mês de junho.´

O local vai abrigar a Secretaria de Ordem Pública (Seop) e os órgãos vinculados a ela, o Departamento de Fiscalização de Postura e a Guarda Municipal. Contará com canil, salas de formação, centro de tiro, academia de ginástica, quadra poliesportiva, dentre outras.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras, toda a parte das fundações já está pronta. Após o carnaval, começarão a ser feitos os pilares das colunas para, em seguida, a estrutura começar a ser erguida.

O prefeito destaca a importância do projeto para a Guarda e como também para a região:

"Este projeto é muito importante para o Barreto e a Zona Norte. Durante muito tempo, a região, especialmente esse quartel do Exército desativado, ficou depreciada e abandonada. Trabalhamos muito pela posse deste terreno através do diálogo com o governo do estado e o Exército. Desenvolvemos um projeto que será importante para a cidade, a sede e um centro de formação para a Guarda Municipal. Nos últimos dois anos e meio, dobramos os salários dos guardas, dobramos o efetivo, e a Guarda deixou de ser meramente patrimonial, também atuando nas ações da segurança urbana. Ela tem tido ações exitosas no resgate de animais, na proteção dos nossos parques, no patrulhamento no entorno das escolas, nas ações da Operação Verão e no ordenamento urbano da Moreira César, Largo da Batalha e no Centro, que estavam completamente inviáveis de se transitar nas calçadas. A nova sede consolida a nossa estratégia de transformar a Guarda Municipal de Niterói na melhor do Estado", afirmou.

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Jardim, que acompanhou o prefeito na visita, comemorou o avanço da obra:

"Tudo caminha dentro do planejado e, em junho, estaremos inaugurando nossa nova casa. Com certeza, é um grande avanço para nossa instituição e, além disso, a Cidade da Ordem Pública no Barreto contribuirá para a revitalização do bairro", declarou.

Fonte: Prefeitura de Niterói








PRAIA DO SOSSEGO: Prefeitura de Niterói intensifica a sua presença e implanta melhorias


COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

A Praia do Sossego é uma unidade de conservação municipal, gerida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS). Apesar de outros instrumentos legais anteriores, que foram pouco eficientes para a sua proteção, a Praia do Sossego foi incluída no Programa Niterói Mais Verde, instituído pelo Decreto Municipal 11.744, de 2014. Pela sua importância ambiental, turística e para o lazer, a sua implantação é uma prioridade da atual administração.



Sinalização orientativa ao visitante foi implantada. Fotos Amanda Jevaux


A Prefeitura está implantando uma série de melhorias no local, que apesar disso manterá as suas características de uma praia "selvagem" e natural, com uma paisagem muito parecida com a que o litoral contava antes do processo de urbanização.

Projeto da trilha a ser implantada.


O controle do vandalismo (veja artigo abaixo), ato criminoso que afeta o belo conjunto de pedras que compõem aquela paisagem, será intensificado com a implantação da sede do Parque, cujas obras começarão assim que o processo licitatório se concluir. Hoje, a área já conta com a ação de um efetivo da Guarda Municipal.

Outra medida importante implantada nos últimos dias foi o ordenamento do estacionamento nas vias de acesso à Praia do Sossego. O objetivo é controlar os problemas de engarrafamento e estacionamento em frente a garagens dos moradores que aconteciam nos fins-de-semana de sol.

Axel Grael
Vice-Prefeito
Niterói.



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CLIN remove pichações na Praia do Sossego


As rochas receberam um tratamento para retirar as pichações. Além dos danos paisagísticos, o vandalismo prejudica as próprias pedras. No trabalho de limpeza, existem danos inevitáveis causados pela abrasão, além de retirar líquens e outros organismos típicos de ambientes rupestres. Fotos Amanda Jevaux.


O órgão está intensificando o combate ao vandalismo em vários bairros

04/02/2016 - A Companhia de Limpeza de Niteroí (CLIN) está intensificando o combate à ação de vândalos que insistem em pichar patrimônios públicos, além de pontos turísticos e áreas de preservação ambiental na cidade. O órgão concluiu hoje (04/02), o trabalho de limpeza de um dos pontos de visitação mais bonitos da cidade e que também havia sofrido com a ação dos pichadores: as pedras do mirante na Praia do Sossego, Região Oceânica.

De acordo com a CLIN, vários locais sofrem esse tipo de ação, o que obriga o órgão a repetir a limpeza inúmeras vezes. Alvos preferenciais de vandalismo desse tipo na cidade são as ruas Feliciano Sodré e Marquês do Paraná, no Centro da cidade, a Alameda São Boaventura, a Estrada do Contorno, a Estrada Francisco da Cruz Nunes, além de monumentos públicos, que são frequentemente atingidos pelos atos de vandalismo.

“Para remoção de pichações em locais e patrimônios públicos, precisamos utilizar um produto específico, além disso. Precisamos coibir estas ações de vandalismo e para isso é necessário que a população colabore denunciando quaisquer irregularidades que danifiquem o patrimônio que é de todos nós”, alerta Antônio Lourosa, presidente da CLIN.

Atualmente são utilizados dois produtos para remoção de pichação. Um é indicado para, cobre e bronze; e outro, para pedras, concretos, monumentos, granitos e mármores. Ambas são soluções limpadoras de alta eficiência na limpeza de oxidações, fuligens e impregnantes químicos e naturais.

Considerada vandalismo, a pichação está inserida na leis de crime ambiental conforme o artigo 65 (pichar, grafitar ou por meio conspurcar edificação ou monumento urbano), da lei 9.605/98. A penalidade para quem for pego pichando é de três meses a um ano de reclusão.
A população também pode colaborar denunciando pelo 190, acionando de imediato, a Polícia Militar .

Fonte: Prefeitura de Niterói



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