sexta-feira, 24 de abril de 2015

INEA disponibiliza dados do monitoramento da qualidade da água na área da raia olímpica da Baía de Guanabara


Estações de Monitoramento da Baía de Guanabara nas proximidades da área das provas olímpicas.


No Estado do Rio de Janeiro, o monitoramento das águas e do ar é um serviço público realizado desde a década de 1960. Hoje, o INEA, órgâo ambiental do Estado do Rio de Janeiro, mantém um monitoramento sistemático da qualidade da água da Baía de Guanabara e de outros corpos hídricos do estado. Segundo o site do INEA, atualmente, são avaliados 356 corpos hídricos em todo o estado por meio do monitoramento de 594 estações de amostragem espalhadas por todo o território.

ÁGUAS INTERIORES: São 303 estações de monitoramento da qualidade da água, do sedimento e da biota, distribuídas em rios, baías, lagoas e reservatórios do Estado. Cerca de 60% destas estações estão localizadas em rios e em maior densidade na região metropolitana do estado. Os dados estão disponíveis no site do órgão e podem ser acessados aqui: Monitoramento das Águas Interiores do Estado do Rio de Janeiro

BALNEABILIDADE: O mesmo ocorre com relaçao ao monitoramento da balneabilidade das praias. São monitoradas 200 praias com 291 estações de amostragem, abrangendo um total de 22 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Os dados podem ser acessados através de: Monitoramento das Praias do Estado do Rio de Janeiro

BAÍA DE GUANABARA: Com relação à Baía de Guanabara, o órgâo possui uma valiosa série histórica. A abrangência do monitoramento cobre toda a chamada Região Hidrográfica V - Baía de Guanabara, incluindo, além da própria Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara, o Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu, o Sistema Lagunar de Jacarepaguá e o Sistama Lagunar de Maricá.

O acompanhamento dos dados coletados para estas áreas pode ser feito acessando: RH V - Baía de Guanabara.


QUALIDADE DA ÁGUA NAS PROXIMIDADES DA RAIA OLÍMPICA DA BAÍA DE GUANABARA

Com a proximidade da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e a crescente preocupação com a qualidade das águas da Baía de Guanabara, o órgão passou a disponibilizar um monitoramento específico para esta área da Baía de Guanabara. O mapa de localização dos pontos de monitoramento estão no início da presente postagem.

Os resultados atualizados do monitoramento bacteriológico são apresentados em: BOLETIM ESPECIAL DA BAÍA DE GUANABARA - ÁREA DE PROVAS OLÍMPICAS.


http://www.inea.rj.gov.br/Portal/MegaDropDown/Monitoramento/Qualidadedaagua/aguasInteriores/Qualificaodeguas/RHV-BaiadeGuanabara1/index.htm#/BoletimEspecialdaBa%C3%ADadeGuanabara-%C3%81readeProvasOl%C3%ADmpicas


O momento é de justificada preocupação com os resultados da Baía de Guanabara e nem sempre a informação que chega ao público é a mais fiel ao problema. Acompanhe os resultados e tire as suas conclusões.

Axel Grael



Fonte das informações no texto: site do INEA


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    Governo quer estabelecer norma nacional para água de reúso


    Água: a ministra do Meio Ambiente diz que empresários têm apresentado demandas em relação às restrições legais de reuso do recurso nas indústrias (Foto: photofarmer/Flickr)



    São Paulo - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (23) que o governo federal busca uma forma de regulamentar a utilização de água de reúso. Segundo a ministra, essa normatização já está sendo debatida nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

    “É uma discussão no Brasil. Nós vamos pegar a experiência internacional e coordenar isso. Qual é o melhor caminho, se precisa de lei, decreto ou norma. Hoje, não há legislação definida”, ressaltou Izabella sobre a necessidade de uma norma nacional sobre o tema.

    De acordo com a ministra, empresários têm apresentado demandas em relação às restrições legais nas indústrias.

    “Temos que ser mais eficientes na gestão de água na questão de irrigação e industrial. Resolver a burocracia em relação ao reúso de água industrial. Se há entraves legais, é importante que a gente avance o debate na sociedade brasileira e modernize isso”, acrescentou, após a abertura do Seminário Internacional sobre Gestão da Água em Situações de Escassez.

    Sobre a atual crise hídrica que atinge a Região Sudeste, Izabella disse que vai esperar o fim das chuvas para avaliar a situação. “Temos um fenômeno meteorológico acontecendo. É o quarto ano com menos chuvas do que o esperado”, ressaltou.

    Lembrou que, no ano passado, São Paulo teve o pior período de chuvas da história. Em 2014, choveu 40% menos do que em 1953, considerado o ano com a pior estiagem até então.

    A ministra disse, no entanto, que a expectativa é que o regime de chuvas se normalize em breve. “Ninguém espera que isso permaneça por muito tempo”, enfatizou.

    Izabella contou ainda que o executivo federal está apoiando os governos estaduais com as obras para aumentar a capacidade de abastecimento. “Continuamos negociando com os governos estaduais do Sudeste as propostas de investimento que eles apresentam”.

    Além disso, o governo está elaborando um plano para assegurar o abastecimento de água mesmo em situações climáticas extremas. “Estamos fazendo o Plano Nacional de Segurança Hídrica. Começamos no ano passado, com a Agência Nacional de Águas e o Ministério da Integração Nacional”.

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    Em São Paulo, que vive a pior crise hídrica de sua história, 36% da água tratada é perdida antes de chegar até o consumidor

    Desperdício

    São Paulo - De toda água tratada em 23% das grandes cidades do Brasil, mais da metade é perdida antes de chegar às torneiras das residências ou empresas. É o que mostra levantamento feito com base no Ranking do Saneamento, feito pela ONG Trata Brasil com base em números de 2012 divulgados pelo Ministério das Cidades.

    Em São Paulo, que vive a pior crise hídrica de sua história, 36% da água tratada se perde pelo caminho.

    “Dentro desse número, você tem vazamentos, que é a maior parte, ligações clandestinas e roubo de água”, afirma Edson Carlos, presidente da instituição.

    Porto Velho (RO) lidera em índice de perdas. Por lá, 70% da água tratada não chega até o consumidor. “Índices acima de 50% sinalizam uma rede totalmente fora de controle. É um descaso total”, afirma o especialista.

    Além da falta de água para a população, esta postura de má gestão influencia também o faturamento das empresas responsáveis pelo tratamento de água e esgoto. A Trata Brasil estima que a redução em 10% do volume de água perdido todos os anos renderia mais de 1,3 bilhão de reais para as 100 maiores cidades do Brasil.

    A solução, segundo o especialista, vai desde o mapeamento de possíveis vazamentos no sistema de abastecimento até medidas simples como controle da vazão.
     
     


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    Fábrica será multada em R$ 35 milhões por poluir Baía de Guanabara




    O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vai multar a fábrica de lubrificantes Cosan, situada na Ilha do Governador, em R$ 35 milhões pelo lançamento de efluente nove vezes acima dos limites estabelecidos pela Legislação Ambiental na Baía de Guanabara. A empresa já havia sido multada em 2013 e autuada no ano passado pelo mesmo problema.

    Técnicos do Inea estiveram na Ilha do Governador, onde fica a empresa, e coletaram amostras de água na saída do efluente da fábrica. Os testes constataram que os níveis de toxicidade estavam acima dos limites permitidos pela legislação ambiental. A vistoria mobilizou oito pessoas entre biólogos, engenheiros e químicos.

    O teste de toxicidade é realizado com organismos vivos, normalmente peixes, e pode ser considerado um dos testes que avaliam o efeito do efluente sobre a biota (aos animais).

    Além da multa, a fábrica teve a saída de seu efluente lacrada pelos técnicos do Inea até que os níveis de lançamento estejam de acordo com os limites estabelecidos pela lei. A empresa terá de encaminhar ao Inea um relatório completo, justificando o que causou o aumento da toxicidade do efluente e quais ações serão tomadas para correção.

    De acordo com o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, a empresa é reincidente. Por isso recebeu a multa máxima permitida pela legislação:

    “Em outubro de 2014, a fábrica foi orientada a suspender o lançamento do efluente e não cumpriu. Será multada em R$ 35 milhões”, acrescentou o secretário.

    A fábrica poderá recorrer da decisão. O pagamento deverá ser feito após o indeferimento dos recursos.

    Fonte: INEA








    quinta-feira, 23 de abril de 2015

    Projeto Grael divulga relatório para contribuir para a solução do lixo flutuante na Baía de Guanabara



    http://issuu.com/axelgrael/docs/programa_guanabara_viva_-_rev_3/1

    GRAEL, Axel Schmidt (2015): PROGRAMA GUANABARA VIVA: Avaliação dos programas de prevenção (ecobarreiras) e retirada do lixo flutuante (ecobarcos) na Baía de Guanabara, visando os Jogos Olímpicos Rio 2016 e proposição do Programa Guanabara Viva, um novo plano de ação com ênfase no legado olímpico. (Relatório). Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) e Instituto Baía de Guanabara (IBG). Niterói, 113 páginas.


    A pedido do secretário estadual do Ambiente, Deputado André Corrêa, o Projeto Grael desenvolveu o relatório acima como uma contribuição voluntária para ajudar na solução do problema do lixo flutuante na Baía de Guanabara, tendo em vista a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, mas principalmente objetivando o seu legado e um futuro melhor para este valioso patrimônio natural dos brasileiros.

    O lixo flutuante é apenas um dos problemas ambientais que prejudica os ecossistemas da Baía de Guanabara, mas é um dos que mais afeta a prática de esportes náuticos, a navegação, o turismo e a pesca. Como mostramos no relatório, o lixo flutuante é também uma preocupação no que se refere à saúde pública.

    Sabemos que o lixo não "brota" na Baía de Guanabara, mas é o resultado das deficiências de estrutura e de atitudes da população no entorno e na Bacia Hidrográfica da baía. A solução definitiva para o problema está nas seguintes ações:
    • MELHORIA NA COLETA MUNICIPAL: na melhoria dos serviços de coleta e disposição final do lixo pelos municípios.
    • MAIS EDUCAÇÃO: melhor educação da população para que se evite lançar o lixo indevidamente nas ruas, rios e praias, e
    • ECONOMIA CIRCULAR: o Brasil precisa reduzir a sua defasagem com relação a outros países e implantar uma política de logística reversa. No Brasil a indústria ainda se omite. Precisa se engajar no esforço de viabilização da reciclagem de embalagens e produtos descartados que constitui o lixo urbano.
    Até que estas medidas estruturantes acima referidas sejam definitivamente implementadas, é preciso utilizar recursos paliativos para controlar a presença do lixo na baía e isso é feito através de sistemas de ecobarreiras e a utilização de ecobarcos. A proposta preparada pelo Projeto Grael visa apresentar tecnologias e procedimentos operacionais mais eficientes que as precárias soluções utilizados até agora.

    Apesar de paliativas estas soluções (ecobarreiras e ecobarcos) são indispensáveis e, provavelmente, precisaremos delas mesmo quando as soluções estruturantes aqui citadas forem implantadas. Outras baías e cidades em outros países, onde o lixo é um problema muito menor do que na Baía de Guanabara, utilizam permanentemente ecobarreiras e ecobarcos para controlar o lixo. É o caso de Baltimore e Washington (DC), na Baía de Chesapeake (nos EUA), Los Angeles (Califórnia) e muitas outras cidades americanos, bem como Amsterdam (Holanda), e várias localidades na Austrália.

    A presença do lixo é uma ameaça para as regatas olímpicas de 2016, uma vez que caso o lixo se prenda acidentalmente a alguma embarcação pode significar a perda de posições e até mesmo medalhas para os competidores. Por isso, é uma responsabilidade do Rio de Janeiro garantir que as competições ocorram de forma igualitária, justa e segura para os competidores.

    Foto de Axel Grael.

    Lamentavelmente, perdeu-se um tempo precioso para a implantação de um programa com medidas estruturantes e que contribuísse de forma mais efetiva para a despoluição da Baía de Guanabara e para a solução do problema do lixo flutuante. A atual administração da SEA tem a difícil responsabilidade de dar respostas em exíguo prazo e sob grande cobrança.

    Conforme expresso na conclusão do relatório:

    O lixo flutuante na Baía de Guanabara é o mais importante tema ambiental para a agenda olímpica da Rio 2016. É o problema que poderá impactar o resultado da competição e é por isso que trata-se do tema que mais preocupa as delegações de velejadores. Portanto, dependendo do que formos capazes de mostrar em 2016, a Baía de Guanabara será uma referência internacional para o tema do lixo flutuante, seja por ter resolvido o problema ou por não tê-lo feito. Caso tenha logrado sucesso, será um exemplo para outras baías e ambientes estuarinos. Caso fracasse, marcará negativamente a história do movimento olímpico.
    Os desafios são enormes, mas, com a necessária determinação de todos os protagonistas e com a indispensável vontade política, os objetivos podem ser alcançados, tanto para o calendário olímpico, como para um legado definitivo para a Baía de Guanabara.


    O Projeto Grael decidiu declinar do convite feito pela Secretaria de Estado do Ambiente para assumir o gerenciamento do programa de controle do lixo flutuante, mas continua a disposição para contribuir voluntariamente para que o problema do lixo flutuante na Baía de Guanabara possa ser reduzido a níveis aceitáveis até a Rio 2016 e para o futuro.

    Portanto, ainda dá tempo de resolver o problema, mas não se pode mais perder tempo.

    Axel Grael


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    Seop começa a regularizar ambulantes que trabalharão no Mercado do Largo da Batalha


    O local terá espaço para venda de mercadorias e vai ocupar 270 metros quadrados. Foto: Divulgação


    A Secretaria de Ordem Pública de Niterói (Seop) publicou nesta quarta-feira (22\04) em Diário Oficial do município o edital que permitirá a regularização dos ambulantes que terão a concessão das licenças para trabalhar no Mercado Popular do Largo da Batalha cuja obra será inaugurada no dia 1 de Maio pela Prefeitura de Niterói. Com a medida, os vendedores que foram, remanejados temporariamente para um galpão durante a Operação Calçada Livre, que promoveu o ordenamento no local, passarão a ser microempreendedores individuais e terão a oportunidade de sair da informalidade.

    Os profissionais serão acomodados em 32 boxes cada um medindo 2 metros de comprimento e 1,4 de largura. O local terá também espaço para venda de mercadoria s e vai ocupar 270 metros quadrados. A Prefeitura está investindo cerca de R$ 4 milhões na obra.

    “A prefeitura de Niterói está cumprindo sua parte construindo o mercadão para que esses trabalhadores trabalhem com dignidade e ao mesmo tempo dando a oportunidade de serem microempresários. O processo foi feito gradativo e agora essas pessoas estarão num lugar arrumado, limpo e com a higiene necessária para venderem seus produtos. O ordenamento era necessário naquele momento porque o local estava muito desorganizado e com muitos produtos incluindo alimentos sendo vendidos de forma errada. Iniciamos o processo com o Calçada Livre e agora fecharemos um ciclo com o mercadão” explicou Marcus |Jardim secretário de Ordem Pública de Niterói.

    Os ambulantes do Largo da Batalha deverão comparecer até a próxima sexta-feira ( 24-04), na sede da Secretaria de Ordem Pública de Niterói, que fica na rua Coronel Miranda 18, Ponta da Areia, para dar entrada na documentação de requerimento para solicitação de emissão de licença. Só será permitida uma licença para cada um dos ambulantes que não poderão fazer uso da mesma alugando para terceiros.

    Segundo consta no edital, o não comparecimento do requerente ao cadastramento no prazo e local estabelecidos será considerado pela Administração Municipal como desinteresse em permanecer exercendo ou passar a exercer a atividade já pretendida.

    Para regularizar a situação o ambulante deverá apresentar originais e cópias dos seguintes documentos:
    • CPF;
    • identidade;
    •  título de eleitor e comprovante de votação ou certidão de quitação eleitoral junto ao Tribunal Regional Eleitoral;
    • comprovante de residência (conta de luz, água ou telefone) emitido em período não anterior a sessenta dias da data de realização da inscrição;
    • em se tratando de portador de necessidade especial, comprovante de tal situação, salvo se a alusão à mesma não for de desejo do requerente;
    • certidão de antecedentes criminais oriundas dos seguintes órgãos: Polícia Federal.
    Os responsáveis pela comercialização de alimentos e bebidas deverão adotar medidas voltadas à higiene, e manter a conservação e manipulação, de forma correta pautando suas ações de acordo com parâmetros sanitários vigentes e em conformidade com o previsto na Lei n.º 2.564/2008 (Código Sanitário do Município de Niterói).

    Fonte: Prefeitura de Niterói





    Parques estaduais oferecem variedade de atrações


    Parque Estadual da Serra da Tiririca é uma das opções de lazer junto à Natureza. Foto: André Redlich


    Opções de lazer para fins de semana e feriados, parques em todos os pontos do Estado oferecem praias, trilhas e outras atividades para quem gosta de curtir a natureza

    Os parques estaduais oferecem uma grande variedade de atrações para quem gosta de curtir a natureza durante os finais de semana e feriados. São áreas com praias, trilhas, cachoeiras, sítios arquitetônicos e arqueológicos que podem ser encontrados em todos os pontos do Estado, e os visitantes contam com orientação e apoio dos guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além do apoio das Unidades de Policiamento Ambiental (Upam).

    Para a conduta consciente em unidades de conservação, os visitantes devem adotar uma série de cuidados e sempre procurar informação nos Centros de Visitantes situados nas sedes dos parques. A caminhada deve ser feita somente nas trilhas, evitando atalhos que são perigosos e degradam o ambiente. Levar materiais de primeiros socorros e informar imediatamente em caso de acidente são outras condutas recomendadas.

    Durante os passeios, também se deve deixar cada coisa em seu lugar e não riscar pedras ou troncos de árvores, além de observar os animais à distância, sem alimentá-los. Outras recomendações são não fazer fogueiras e levar todo o lixo produzido até um ponto de coleta.

    Confira a seguir as principais atrações dos parques estaduais com maior volume de visitação do Estado:

    Parque Estadual da Serra da Tiririca – Localizado no limite entre Niterói e Maricá, com 3,4 mil hectares, tem várias áreas importantes para o lazer da comunidade, como o entorno da Laguna de Itaipu. Entre os pontos mais visitados estão os mirantes, como o de Itaipuaçu, que pode ser acessado por carro, com uma bela visão da Praia de Itaipuaçu e da baixada litorânea de Maricá. O Mirante do Alto Mourão, após uma caminhada de 1,7 mil metros, permite apreciar as praias litorâneas de Niterói, as lagoas de Itaipu e Piratininga e o Rio de Janeiro, do outro lado da Baía.

    Quem preferir um pouco mais de esforço físico pode optar pela trilha da Pedra do Elefante, o ponto mais alto de Niterói, com 412 metros, que também é bastante utilizada por montanhistas para escalada e rapel. Nos limites do parque também existe o Caminho de Darwin, com cerca de dois quilômetros, um trajeto em meio à vegetação de Mata Atlântica percorrido pelo naturalista Charles Darwin em 1812.

    Parque Estadual da Costa do Sol – Com sede em Cabo Frio e 9,8 mil hectares, é dividido em setores e abrange também áreas de Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Saquarema e São Pedro da Aldeia. Outras atrações são a Ilha do Japonês em Cabo Frio; as prainhas do Atalaia e as praias do Pneu, em Arraial do Cabo; Azeda e Azedinha e do Forno, em Búzios; e a Serra de Sapiatiba, em São Pedro da Aldeia.

    Parque Estadual da Ilha Grande – Entre as áreas mais visitadas estão as praias de Lopes Mendes e Santo Antonio, nas quais também é feita a fiscalização da pesca subaquática – é proibido pescar com qualquer tipo de rede e arpão nas áreas costeiras.

    Há dezenas de mirantes com cenários deslumbrantes de floresta e mar e ao longo do caminho os visitantes passam por rios e córregos com leitos de pedra e águas límpidas que formam cachoeiras. Entre elas estão a piscina natural do córrego do Abraão, e as cachoeiras da Mãe D´Água (Dois Rios), da Parnaioca e da Feiticeira, além do Poço do Soldado.

    A ilha, que já abrigou dois presídios e um lazareto (local onde os passageiros de viagens marítimas com suspeita de cólera permaneciam em quarentena antes de entrar no país), também possui sítios arqueológicos importantes, como as pedras com marcas onde os habitantes pré-históricos afiavam seus instrumentos. Um aqueduto, ruínas de fazendas, um farol e trilha com calçamento feito por escravos fazem parte do conjunto de atrações da unidade.

    Parque Estadual do Desengano (PED) – Com 22,4 mil hectares de área, é a mais antiga Unidade de Conservação estadual, e tem sede na cidade serrana de Santa Maria Madalena, na região centro-norte do Estado, com acesso tanto pela BR-116 como pela BR-101. Junto à sede, que conta com área de lazer e de exposições, está o Horto Florestal Central Santos Lima, no qual os visitantes podem adquirir mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

    O principal destaque do Parque Estadual do Desengano são as trilhas. Vale conhecer a Cachoeira da Cascata e Poço do Padre, ambas na região da Morumbeca dos Marreiros, Santa Maria Madalena; Cachoeira Bonita e Roncador, na região de Babilônia, Sossego do Imbé, divisa de Campos dos Goytacazes e Santa Maria Madalena.

    Parque Estadual dos Três Picos – O maior do Estado, tem área de 65 mil hectares e está situado na Região Serrana. Para os visitantes ocasionais, uma boa opção é o Centro de Visitantes, em Cachoeiras de Macacu, que conta com exposição e um jequitibá milenar, e o Vale da Revolta, em Teresópolis, com banho de rio e caminhadas.

    Entre Nova Friburgo e Teresópolis encontram-se as montanhas mais conhecidas, além dos Três Picos (o ponto culminante da Serra do Mar, com 2.316 metros), como o Capacete, o Morro dos Cabritos, a Pedra D´Anta e formações menores, com formas curiosas, como os Dois Bicos do Vale das Sebastianas e a Caixa de Fósforos.

    Nas trilhas que percorrem trechos de Cachoeiras de Macacu, há dezenas de quedas d´água, entre as quais se destacam as cachoeiras da Barba, do Tenebroso, do Chapadão e a da Furna da Onça.

    Parque Estadual da Pedra Branca – Maior floresta urbana do mundo, com 12,3 mil hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio, atrai visitantes pela grande variedade de trilhas, com graus variados de dificuldade e belas paisagens.

    Na sede da unidade, no Pau da Fome, em Jacarepaguá, são cinco trilhas e três travessias, entre as quais a Trilha da Pedra Branca, com sete quilômetros, que leva ao Pico da Pedra Branca, que, com 1.025 metros de altitude, é o ponto culminante da cidade.

    Fonte: O Fluminense 







    quarta-feira, 22 de abril de 2015

    Luto na baía de Guanabara




    "SEM LÓBULO"

    Pesquisadores do MAQUA lamentam a perda do principal símbolo da luta pela preservação da população de botos cinza na Baía de Guanabara.

    A morte de um boto-cinza na Baía de Guanabara deixou todos da equipe do MAQUA/UERJ especialmente tristes. Uma fêmea carinhosamente chamada de "Sem-lóbulo" (BG#13) era monitorada desde 1995, quando ainda era uma filhote.

    Hoje, infelizmente, recolhemos a sua carcaça na Ilha do Governador. Ela era um símbolo de esperança dessa população tão ameaçada, com a criação de sucessivos filhotes ao longo dos últimos 20 anos.

    A Sem-lóbulo deixa um filhote de pouco mais de um ano e esperamos que ele sobreviva.

    Continuaremos com nosso trabalho de monitoramento e ações para conservação da população de botos-cinza da Baía de Guanabara!

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    Todos nós que amamos a Baía de Guanabara e queremos vê-la recuperada lamentamos muito a perda e temos que agradecer o trabalho abnegado dos pesquisadores do MAQUA que há tanto tempo dedicam o seu saber e o seu talento para a pesquisa destes simpáticos habitantes da Baía de Guanabara.

    Uma Guanabara Viva não surgirá apenas da limpeza das suas águas, mas da recuperação do seu ecossistema. E os botos, que ornam o brasão da cidade do Rio de Janeiro, são as mais simbólicas referências atuais de uma rica fauna que já habitou essas águas, outrora dividindo o espaço com outros mamíferos aquáticos como as baleias.

    Que o exemplo de luta pela vida da "Sem Lóbulo" reforce a perseverança de todos os pesquisadores para que continuem o seu valioso trabalho em defesa dos colegas sobreviventes da nossa amiga e que os defensores da Baía motivem-se ainda mais na defesa da causa de uma Baía sustentável e acolhedora para todos os seus habitantes e usuários.

    Axel Grael



    Ministério cria grupo de trabalho para elaborar o Sistema Nacional do Esporte




    O ministro George Hilton criou um grupo de trabalho para elaborar o Sistema Nacional do Esporte e a Rems Rede Esporte pela Mudança Social será representada pela Paula Korsakas, do PRODHE!

    Entre outros, farão parte deste grupo Ana Moser, que também participa da REMS, por meio da Atletas pelo Brasil e do Instituto Esporte e Educação; Lars Grael, Presidente da Comissão Nacional de Atletas e sócio-fundador e conselheiro do Instituto Rumo Náutico - Projeto Grael e Leila Barros, Secretária de Esportes do DF e idealizadora do Instituto Amigos do Vôlei (Oficial).

    A discussão do Sistema Nacional vai definir as funções dos governos federal, estadual, municipal, das entidades privadas, federações, confederações e clubes para as políticas do setor.

    A REMS é a soma dos esforços de muitas pessoas e agradecemos a todos pelo empenho, que tem obtido ótimos resultados.

    Fonte: Divulgação REMS
     

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    Ministro cria grupo de trabalho para elaborar o Sistema Nacional do Esporte 

    O Diário Oficial da União (DOU) publicou nesta sexta-feira (17.4) a portaria que cria o Grupo de Trabalho que vai discutir as propostas e elaborar o Projeto de Lei de Diretrizes e Bases do Sistema Nacional do Esporte. O documento irá nortear as políticas esportivas do país.

    A discussão do Sistema Nacional vai definir as funções dos governos federal, estadual, municipal, das entidades privadas, federações, confederações e clubes para as políticas do setor. “O Grupo de Trabalho será um espaço de diálogo e formulação de propostas, para que até setembro a gente apresente o texto ao Congresso Nacional”, explicou ministro George Hilton.

    Confira no DOU a equipe que discutirá o Sistema Nacional do Esporte

    A ação visa deixar a massificação da prática esportiva em todo o território nacional como o legado a partir dos megaeventos esportivos que o país passou a receber nos últimos anos. O Grupo de Trabalho terá o prazo de noventa dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado, sucessivamente, por períodos iguais.

    Segundo a portaria, o Ministério do Esporte poderá firmar parcerias com entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, visando a fomentar ações relevantes para viabilizar os objetivos estabelecidos no plano.

    A proposta é criar uma mudança cultural, em que os investimentos no setor sejam encarados como uma política de Estado, direito de todos os brasileiros. Assim, com o Sistema Nacional os investimentos na área não ficarão vulneráveis as mudanças de governos, para que as diretrizes e bases sejam cumpridas por todos.

    A prática esportiva acessível a todos os brasileiros, investimentos claros e contínuos, para transformar o Brasil em um país que pratica esporte são os objetivos do grupo de trabalho. Garantindo a educação física nos primeiros anos de ensino, passando pelos clubes formadores de atletas e chegando ao alto rendimento.




    Visão do especialista

    Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Lamartine Pereira da Costa elogiou a postura do governo federal. O estudioso fala que essa visão de futuro é fundamental. “Temos que ser otimistas. O bom é que o novo ministro não fala naquele antigo Sistema Nacional do Esporte. Seus discursos são sempre falando de inovação e isso me deixa mais empolgado”, declarou Lamartine.

    O professor é membro do Conselho Pesquisas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e está perto de finalizar um livro a respeito dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. “Acho que esse Grupo de Trabalho que vai discutir as propostas para o Sistema inovador pode usar do nosso trabalho que em breve será divulgado, publicado. O que acho interessante é que, pelo que venho acompanhando, o ministro (George Hilton) escuta os mais diversos setores. Isso é fundamental para que o Sistema seja bem coeso”, concluiu.

    Fonte: Ministério do Esporte





    terça-feira, 21 de abril de 2015

    Lars Grael e Samuel Gonçalves faturam vice-campeonato do Hemisfério Ocidental de Star




    Terminou neste domingo no Biscane Bay Yacht Club, em Miami, o Hemisfério Ocidental da classe Star.

    O velejador Lars Grael ficou com a medalha de prata, após vencer a última das sete regatas disputadas. O evento encerrou a temporada norte-americana do velejador e agora ele e seu proeiro Samuel Gonçalves se preparam para competir na Europa.

    “Este é um campeonato continental, assim como o Norte-Americano. Eu vim defender o título, já que venci ano passado no Lago Sunappe com o proeiro Brad Nichol, mas a competição foi muito disputada, com 39 barcos de sete nações e velejadores consagrados. Chegamos a liderar, mas o americano Brad Ledbetter velejou melhor na fase final e mereceu o título”, disse Lars.

    Desde janeiro Lars e Samuel participaram de quatro competições nos Estados Unidos e em todas subiram no pódio.

    “Estamos felizes com o final da campanha norte-americana. Fomos terceiros colocados no Levin memorial, vice campeões do Midwiters, campeões da Bacardi Cup e agora vice-campeões do Hemisfério, que contou com alguns barcos brasileiros que também se destacaram, como o Marcelo Fuchs e o Dino Pascolato. Chegando no Brasil nosso foco vai ser treinar para o Europeu, que será disputado em Gaeta, na Itália, de 2 a 7 de junho”, completou.

    Este foi o segundo título expressivo de abril. No início do mês os dois conquistaram o Campeonato Brasileiro, disputado na Guarapiranga, em São Paulo.

    Resultado:

    1- Brian Ledbetter e Joshua Revkin, EUA, 15 pontos perdidos
    2- Lars Grael e Samuel Gonçalves, BRA, 27 pp
    3- Paul Cayard e Brian Terhaar, EUA, 42 pp
    4- Augie Diaz e Arnis Baltins, EUA, 43 pp
    5- John Maccausland e Bruno Prada, EUA/BRA, 44 pp -

    Fonte: Revista Náutica