segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Questão de civilidade": Lars Grael sonha com Baía de Guanabara limpa


http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2015/07/lars-grael-diz-que-seu-maior-sonho-e-ver-baia-de-guanabara-despoluida.html


Iatista que perdeu a perna após ser atropelado por uma lancha dá entrevista emocionante ao Esporte Espetacular, fala sobre a vida e e diz sonhar com despoluição

Em entrevista emocionante para o repórter Régis Rösing, que vai ao ar neste domingo no Esporte Espetacular, o iatista Lars Grael não deixou pergunta sem resposta. Lars falou sobre a superação depois do acidente que lhe custou a perna direita, contou como voltou a velejar e afirmou que seu maior sonho é ver a Baía de Guanabara despoluída. (clique no vídeo e veja um trecho da reportagem).

Palco das regatas olímpicas em 2016 a Baía de Guanabara segue poluída, apesar do programa de despoluição já ter gasto R$ 10 bilhões e ainda prever investimentos de mais R$ 20 bilhões. Grael, que velejou e ainda veleja nas águas da Guanabara, conta para Régis qual seu maior sonho.




- O grande sonho é algum dia a gente poder navegar nessa Baía de Guanabara, com uma cultura náutica muito mais intensa, com a democratização do acesso ao mar. A Baía de Guanabara, que é tão bonita, se ela pudesse ser limpa... Acho que isso é uma questão de civilidade e precisa ser um objetivo a ser alcançado independente dos jogos. Despoluir a Baía de Guanabara é o grande legado pras futuras gerações.  
Dono de dois bronzes olímpicos (Seul-88 e Atlanta-96), o paulistano Lars Schmidt Grael foi vítima de um grave acidente que mutilou sua perna direita em 1998 durante uma regata no Espírito Santo. Depois disso, Lars se recuperou, trabalhou na política esportiva e voltou a competir, mesmo com sua limitação física.  A reportagem completa você vê domingo no Esporte Espetacular.

Fonte: Globo Esporte

Assista ao vídeo completo do Esporte Espetacular aqui
Saiba mais sobre o Projeto Grael

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MATÉRIA SOBRE O VELEJADOR LARS GRAEL NO ESPORTE ESPETACULAR DESTE DOMINGO
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PROJETO GRAEL - SEJA VOLUNTÁRIO NO AQUECE RIO - REGATA INTERNACIONAL DE VELA: Evento Teste da Vela para os JOGOS RIO 2016




domingo, 2 de agosto de 2015

MATÉRIA SOBRE O VELEJADOR LARS GRAEL NO ESPORTE ESPETACULAR DESTE DOMINGO




Neste domingo, 02 de agosto de 2015, o programa Esporte Espetacular apresentou uma matéria especial sobre a trajetória do velejador Lars Grael, detentor de duas medalhas olímpicas de bronze.

Na matéria, Lars Grael falou durante a Semana de Ilha Bela e no Projeto Grael. Também foi relembrada a grande superação de Lars Grael após o acidente que lhe interrompeu a carreira olímpica no início da preparação para os Jogos de Sydney, 2000. Lars quase perdeu a vida, mas deu a volta por cima e voltou a velejar em alto nível, mesmo após a perda de sua perna esquerda.

Lars Grael será comentarista sobre Vela da Rede Globo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Assista ao vídeo com a matéria sobre Lars Grael clicando abaixo:

http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/
Acesse o vídeo em Esporte Espetacular


Fonte: Esporte Espetacular


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HORTO DO FONSECA - Dia de festa para reinauguração do Horto Botânico do Fonseca


Inauguração. Foto Luciana Carneiro

Com Leonardo Reis, cantora Bia Bedran, prefeito Rodrigo Neves e secretário de Cultura Arthur Maia. Foto Luciana Carneiro.

Baianas e seus quitutes. Foto Leonardo Simplício.

Projeto Gugu. Foto Leonardo Simplicio

Moradores compareceram em grande número. Foto Leonardo Simplicio

Novo parque com áreas verdes todas reformadas. Foto Leonardo Simplício.

Parcão! Foto Leonardo Simplício.

Usuário inaugurando o Parcão. Foto Leonardo Simplício.


Anderson Justino

Em comemoração a revitalização do espaço várias atividades foram realizadas neste sábado

Moradores da Zona Norte de Niterói já podem desfrutar de um novo espaço a céu aberto para toda a família. Isso porque o centenário Horto Botânico do Fonseca está de cara nova, e após ser revitalizado foi reinaugurado na manhã deste sábado (01) com uma grande festa que contou com a presença de milhares de pessoas, segundo informou a Guarda Municipal. Entre os presentes na reinauguração estavam o prefeito Rodrigo Neves, o vice prefeito Axel Grael e o presidente da Câmara de Vereadores Paulo Bagueira, além de varias autoridades e representantes da sociedade civil. 

"Eu sou cria do Fonseca. Soltei muita pipa dentro das comunidades desse bairro. Já brinquei muito no Horto. Esse novo espaço, completamente revitalizado irá trazer muito mais conforto para as pessoas aqui da região. O Horto do Fonseca precisava ser olhado com muito mais carinho", disse o prefeito Rodrigo Neves, que fez questão de inaugurar a placa de revitalização do parque ao lado do pai, o professor Edson Rodrigues.

Por volta de 11h o prefeito, acompanhado de familiares e autoridades oficializou a reinauguração do horto, que além das reformas e novos espaços ainda contará com atividades do Projeto Gugu, da Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (FUNCAB), que passará a utilizar a área para oferecer exercícios para a terceira idade, a partir desta segunda-feira.

O presidente da Câmara Municipal de Niterói, Paulo Bagueira (SOLIDARIEDADE), destacou a importância do espaço de lazer para a zona norte da cidade.

"O Horto do Fonseca é um espaço que precisava ser revitalizado para utilização dos moradores da zona norte. Foi muito importante essa iniciativa para resgatar a tradição de frequentar o horto", comentou o Bagueira.

As atividades deste sábado para a reabertura do espaço tiveram início logo cedo, por volta de 09h, com a participação da Banda Municipal Santa Cecília e do projeto Gugu, que agitou o local com atividades físicas para o público da terceira idade. Segundo a Guarda Municipal, cerca de duas mil pessoas participaram das atividades ao longo do dia. Pela tarde, o espaço recebeu ainda atrações musicais com as canções de Bia Bedran e do grupo Fundo de Quintal.

"Vale a pena conferir, o local está muito bonito. Agora sim poderei trazer meus netos para andarem de bicicleta aqui no Horto. Aquele espaço abandonado, agora está de cara nova, tudo mudado. São anos como morador do Fonseca e agora nossos finais de semana também serão nesse horto, coisa que não acontece há tempos", disse o casal de aposentados Jorge Belmiro e Denadir Belmiro, ambos com 70 anos de idade e 45 de casados.

Além dos moradores antigos da Zona Norte o novo espaço também agradou a garotada.

"Tá muito bonito. Tudo novinho e limpo. Vou poder brincar com minhas amigas e andar de bicicleta. Ficou muito legal", comemorou a pequena Maria Clara, de 11 anos.

Espaço - O parque conta um espaço de oito mil metros quadrado, a maior parte com uma área verde, com pistas de patins e caminhada, playground, local de convivência, quiosques, banheiros, bicicletários, coreto reformado, duas academias, rotas de acessibilidade para portadores de deficiência, além da sede do Parnit (programa da Prefeitura que prevê a criação de unidades de conservação municipais em encostas da cidade e outras áreas de interesse para a proteção de ecossistemas, monumentos naturais, etc) e do ParCão (espaço de lazer para os animais).

Foi concluída também a reforma da rede superficial de drenagem, que fica ao lado do lago do parque. As obras, iniciadas no segundo semestre do ano passado, foram orçadas em cerca de R$ 7 milhões. Para realizá-las, a Prefeitura firmou parceria o governo estadual.

Skatepark - Ainda pendente, o espaço exclusivo para skatistas deverá ficar pronto em outubro, junto com a nova sede dos escoteiros do Fonseca, segundo declarou o prefeito Rodrigo Neves. A segurança do local está garantida com a presença de uma base da Guarda municipal que terá 24 agentes de prontidão por 24 horas no local.

Fonte: O Fluminense





3º Encontro Estadual de Veículos Antigos é sucesso na orla de São Francisco





O bairro de São Francisco, em Niterói, recebeu neste domingo (2.8) aproximadamente 700 veículos que participaram do 3º Encontro Estadual de Veículos Antigos, na Avenida Quintino Bocaiuva. Organizado pelo Nictheroy Clube de Veículos Antigos, com apoio da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), o evento foi um grande sucesso e contou com um número de participantes maior do que no ano passado.

A exposição contou com veículos de proprietários da cidade, além de carros que pertencem a colecionadores de municípios do interior fluminense e até de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O público que passeou no local viu de perto verdadeiras preciosidades, como o Ford de 1919, o mais antigo do Estado do Rio. As relíquias atraíram pessoas de todas as idades, transformando a orla num divertido programa do domingo para muitas famílias. O evento reuniu veículos nacionais e estrangeiros, da década de 20 até os anos 80.


Evento reúne mais de 500 veículos antigos, entre carros e motos.
Júlio Silva. O Fluminense.


O prefeito e o vice-prefeito Axel Grael estiveram no encontro e se surpreenderam com a receptividade do encontro. “Este evento já se transformou numa referência em Niterói e a cada ano atrai mais participantes. Com essa exposição, os colecionadores de carros antigos estão proporcionando às famílias a possibilidade de desfrutar da nossa cidade, num convívio saudável no fim de semana. Quero parabenizar aos organizadores", afirmou Neves.

O presidente da Neltur, Paulo Freitas, destacou que o encontro, além de trazer muitos colecionadores de outras cidades para Niterói, também incrementou a frequência nos bares e restaurantes da orla de São Francisco.

“Essa edição já é um sucesso em número de veículos participantes e de público. São famílias inteiras de Niterói e visitantes de outras cidades. Para o nosso município isso é muito bom, todos os restaurantes da orla receberam muita gente. O encontro é um evento que só tende a crescer mais ainda”, disse Paulo Freitas.

O presidente do Nictheroy Clube de Veículos Antigos, Alexandre Thomaz, disse que o encontro de Niterói atrai cada vez mais adeptos do antigomodelismo. "Este ano aumentamos a área de exposição, porque recebemos mais veículos do que no ano passado, cerca de 700, de Niterói, interior e de outros estados. É um evento que realmente veio para ficar", afirmou.

Além dos carros expostos, o público pode conferir e comprar miniaturas de veículos e peças de automóveis antigos em estandes montados ao longo da Avenida Quintino Bocaiuva. O show da banda Bloody Mary & The Munsters animou o público.

Fonte: Prefeitura de Niterói





Participação de Niterói na Rio 2016


Ex-atleta de handebol, Bruno Souza comanda novo projeto que visa aproximar a Cidade Sorriso dos jogos de 2016
Lucas Benevides

Patrick Monteiro

Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói cria projeto para ampliar o envolvimento da cidade na Olimpíada do ano que vem

Inserir Niterói cada vez mais no contexto da Rio 2016 é o principal foco da secretaria municipal de Esporte e Lazer no atual momento. A quase um ano dos jogos, atletas, delegações e turistas já começam a desembarcar ou programar suas chegadas à Cidade Sorriso. Pensando em comportar a demanda e ampliar a participação do município, a Smel decidiu fomentar suas ações voltadas para o evento. Um novo projeto, que ainda ganhará nome definitivo, promete mudar o cenário atual e atrair o olhar estrangeiro para o outro lado da Baía. E, para que isso ocorra, competições e reformas são ingredientes essenciais.

“O projeto consiste em montar um grupo de ações, nas quais Niterói possa, secundariamente, participar, ajudando a Olimpíada acontecer. Dentro de todo o planejamento estratégico da cidade, foi criado um grupo de trabalho para fortalecer as ações que vão acontecer em Niterói nesse período que precede a Olimpíada”, resumiu o secretário de Esporte e Lazer, Bruno Souza.

O pacote das iniciativas apresenta novidades e o amadurecimento de planos já traçados. Entre eles, a reforma da Concha Acústica, que deverá passar a ter seu uso exclusivo do esporte. A expectativa é que a transformação seja concluída em julho do ano que vem, um mês antes da Olimpíada.

“Temos uma emenda parlamentar que vamos utilizar para a restauração dos espaços públicos. Uma emenda do Arolde de Oliveira. Conseguimos, através do sistema de convênio nacional, receber essa emenda. Inclusive, esse dinheiro já foi aprovado, está na caixa econômica federal, e agora estamos na fase de elaboração do projeto. A partir dessa emenda, que foi mais ou menos o pontapé inicial, recebemos a visita da Ampla. Agora, dentro da procuradoria e urbanismo, vamos analisar as contrapartidas. Com certeza, a Concha não vai mais suportar shows ou eventos de outra natureza. A Concha vai ser um equipamento esportivo. E temos parcerias com vários ‘atores’: a Ampla, o Canto do Rio, a UFF...”, explicou Bruno.

Já o campo de rúgbi, em Itaipu, tende a estar apto com um período maior de distância para os jogos. De acordo com Bruno Souza, a ideia é tê-lo pronto seis meses antes da competição. Neste caso, o objetivo é capacitar mais um local para a recepção de delegações internacionais.

“Nós já temos contatos hoje com Austrália, França, Togo e Samoa. A própria Confederação Brasileira de Rúgbi demonstra interesse numa administração conjunta de transformar esse espaço que estamos criando num futuro centro de treinamento da seleção brasileira de rúgbi. Fisicamente, acredito que a construção desse campo de rúgbi seja o maior legado”, disse o secretário.

Bruno também comentou sobre a revitalização do Caio Martins. O estádio é outro espaço que está nos planos para o período pré-olímpico.

“Nós estamos fazendo um grande estudo do quanto benéfico é a participação da prefeitura de Niterói, em cooperação com o governo do Estado, para ter o Caio Martins apto a receber jogos e delegações”.

Grande alternativa para o público que não conseguirá ingressos, o Live Site (espécie de Fan Fest das Olimpíadas) é mais uma novidade que pode aparecer na Cidade Sorriso.
“Inscrevemos o Teatro Popular para ser sede de um Live Site. Mas isso é uma decisão dos patrocinadores olímpicos. Então, estamos esperando uma resposta, que vai chegar em breve. Porém, eu tenho muita esperança que sim. Já recebemos algumas visitas e o local, além de ser de fácil acesso, cumpre todas as exigências”, revelou.

Ainda segundo Bruno Souza, foi feito um pedido para que o MAC fique iluminado durante os Jogos aumentando ainda mais a interação da cidade com o evento.

Fonte: O Fluminense





NITERÓI DE BICICLETA - Câmara: expansão de ciclovias em debate


Agenda de pautas será definida nesta segunda-feira em uma reunião entre todos os parlamentares
Douglas Macedo


Beatriz Cruz

Vereadores de Niterói voltam do recesso com audiência pública marcada para analisar projeto cicloviário e plano de educação

 
Na terça-feira, os parlamentares da Câmara dos Vereadores de Niterói retornam do recesso já com audiência pública marcada para discutir o sistema cicloviário da cidade. Os vereadores Daniel Marques (PV) e Henrique Vieira (Psol), que convocaram a audiência, querem avaliar e debater o projeto de implantação dos 120 quilômetros de malha cicloviária da cidade, que pretende interligar diversos bairros do município.

“Queremos nos interar sobre o projeto, saber como será a segurança da ciclovia, por onde vai passar, a quem vai atender e, para isso convocamos cicloativistas, assim como toda a sociedade organizada para que a gente possa construir coletivamente a proposta de um plano municipal de mobilidade. Construir um plano de expansão das ciclovias pela cidade é defender um plano de mobilidade sem poluição, com interação e saúde para quem mora ou passa por Niterói”, afirmou o vereador Daniel Marques, informando que além desse tema, o plano municipal de educação também deve retornar à votação em breve.

Sobre o Plano Municipal de Educação, a polêmica emenda de lei orgânica proposta pelo vereador Carlos Macedo (PRP) é uma das que cria mais expectativa entre os parlamentares. Isso porque a proposta, que tenta impedir políticas de ensino relativas às questões de gênero e orientação sexual nas escolas do município, divide as opiniões no plenário.

Apesar da confirmação da primeira audiência na Câmara, a agenda de pautas só será definida nesta segunda em uma reunião entre todos os parlamentares para definir a organização das sessões ao longo do semestre. Na semana seguinte, uma série de atividades será realizada para abrir as comemorações dos 196 anos de trajetória do legislativo niteroiense.

“Como já é tradição, será prestada uma grande quantidade de serviços gratuitos à população. Será um mutirão de cidadania”, disse o presidente da Câmara, Paulo Bagueira (SDD).
Fonte: O Fluminense 





sábado, 1 de agosto de 2015

Protocolo de Paris deve substituir Kioto com novos acordos entre nações


A última estimativa feita pela Rede Observatório do Clima mostra que a mudança de uso da terra equivale a 34,6% das emissões brasileiras; energia, 30,2%; agropecuária, 26,6%; indústria, 5,5%; e resíduos, 3,1%.
Foto: Divulgação

COP21 ocorrerá entre 30 de novembro e 11 de dezembro na França com mais de 190 países

Há pouco mais de 100 dias para o início da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), que ocorrerá entre 30 de novembro e 11 de dezembro próximo, em Paris, na França, a perspectiva é de assinatura do maior acordo climático do mundo. O Protocolo de Paris vai substituir o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em fevereiro de 2005. Mas ao contrário do acordo anterior, que tinha metas específicas para um grupo de menos de 40 países desenvolvidos, o Protocolo de Paris será um acordo global que envolverá mais de 190 países que fazem parte da Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para o coordenador do Observatório do Clima, rede de organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais que atuam na agenda climática brasileira, André Ferretti, a realidade do mundo mudou bastante de lá para cá.

“Muitos países que naquela época tinham um papel bem menor nas emissões globais assumiram posições de mais emissões – como a China – e a economia dos países emergentes evoluiu na economia global em relação ao que ocorria nos anos de 1990. Isso por si só já exige novas formas de tratar da questão”, disse.

O novo acordo será uma espécie de guia de desenvolvimento para o futuro. Ferretti explicou que, por mais que se trate o protocolo como uma discussão ambiental, ele é, na verdade, uma discussão de desenvolvimento, já que vai estabelecer parâmetros para os países signatários seguirem durante as próximas décadas, “até a metade do século, pelo menos”. O intuito é estabilizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE), “para que, ao final do século, não ultrapasse aquecimento superior a 2 graus Celsius (°C) em relação ao que havia no período pré-industrial”.

O coordenador do Observatório do Clima disse que a temperatura da Terra já subiu cerca de 0,8% desde a revolução industrial até hoje.

“Estamos falando de um máximo de 1,2 graus. Acima disso, as consequências poderiam ser desastrosas para a humanidade”. Cientistas alertam que nem a espécie humana, nem muitas espécies de animais e plantas passaram por uma temperatura média tão alta. “Então, os riscos são muito maiores”.

Por essa razão, Ferretti afirmou que os países precisam entrar em um acordo. Eles devem apontar medidas domésticas que pretendem colocar em prática para um horizonte de curto prazo, entre 2025 e 2030 e, depois, para um horizonte mais longo, até 2050. A ONU estabeleceu o prazo até 1º de outubro para que os países apresentem suas propostas de redução das emissões de GEE, que constituem a principal causa do aquecimento global. Poucos países encaminharam suas propostas até agora, entre eles estão Noruega, Gabão, Suíça, México e Estados Unidos.

O Brasil, segundo Ferretti, está atrasado no envio de suas metas porque, embora o prazo final seja o início de outubro, havia uma solicitação formal do secretariado da Convenção do Clima para que as propostas fossem enviadas até o final de março, para facilitar a evolução das negociações, uma vez que as propostas terão de ser traduzidas para as seis línguas oficiais da ONU (inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo). Além disso, o esforço de cada país pode ser apresentado em bases distintas umas das outras e ele terá de ser colocado em uma mesma base, para ver o que a população global pretende fazer. “Se o Brasil e outros países deixarem para outubro, corre-se o risco de se chegar no dia 30 de novembro com esses números [de emissões] ainda não muito claros”.

Na avaliação do Observatório do Clima, o Brasil – que esteve sempre na liderança nas negociações internacionais de clima, desde a assinatura da Convenção do Clima, em 1992, no Rio de Janeiro, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92) – “nos últimos anos se acomodou”. O governo brasileiro conseguiu reduzir o desmatamento na Amazônia, principal fonte de emissões no país, após 2004, mas a partir daí “ficou em uma situação muito confortável”. Ferretti lembrou, porém, que o Brasil continua emitindo gases de efeito estufa por desmatamento na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga e em outros biomas.

A última estimativa feita pela Rede Observatório do Clima, com base em dados de 2013, mostra que a mudança de uso da terra equivale a 34,6% das emissões brasileiras; energia, 30,2%; agropecuária, 26,6%; indústria, 5,5%; e resíduos, 3,1%. “A gente vê que agropecuária, energia e mudança de uso da terra, juntas, representam mais de 90% das emissões. Infelizmente, o Brasil, nessa última década, aumentou suas emissões em todos os setores avaliados. Só conseguiu reduzir na mudança do uso da terra. E mesmo aí, nós aumentamos um pouco, de novo, nos dois últimos anos”, alertou.

Para o ambientalista, o Brasil está na contramão dos investimentos em fontes limpas de energia. Enquanto países como China e Coreia estão investindo muito em fontes renováveis, como solar e eólica (dos ventos), o Brasil, de acordo com o Plano de Expansão Decenal de Energia 2014/2023, prevê investir em torno de 71% dos investimentos projetados de R$ 1,263 trilhão em combustíveis fósseis e apenas 9,2% em fontes renováveis.

Todas essas questões serão debatidas no 8º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (Cbuc), que ocorrerá no período de 21 a 25 de setembro próximo, em Curitiba (PR). Está programado um simpósio com participação de especialistas internacionais, para discutir o tema da adaptação às mudanças climáticas, de forma a reduzir os impactos delas para a sociedade em geral.

(Crédito EBC)

Fonte: O Fluminense





NITERÓI MAIS VERDE - Visita ao Morro do Castro, no Barreto, para planejar a implantação de áreas protegidas na Zona Norte da cidade


IMPLANTANDO O PROGRAMA "NITERÓI MAIS VERDE"

Ontem, 30 de julho, acompanhado por dirigentes e técnicos das secretarias de Meio Ambiente, Obras e Habitação, visitei o Morro do Castro, no Barreto, para vistoriar as obras dos projetos habitacionais em construção e, principalmente, para vistoriar uma das mais importantes áreas verdes da Região Norte da cidade de Niterói.

O Morro do Castro é uma das áreas incluídas no programa Niterói Mais Verde, instituído pelo prefeito Rodrigo Neves, através do Decreto 11.744/2014, que criou o dois mosaicos de unidades de conservação na cidade, o Mosaico Sul (incluindo o Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT: no Morro da Viração, o Parque Orla de Piratininga e a Praia do Sossego) e o Mosaico Norte (Sistema Municipal de Áreas de Proteção Ambiental - SIMAPA, que inclui o Morro do Castro).





A iniciativa de implantação dos dois mosaicos tem por objetivo estabelecer um sistema de gestão para áreas que já eram protegidas anteriormente por alguma legislação específica, mas cuja categoria não era compatível com as estabelecidas pela Lei Federal 9985, de 18 de julho de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Portanto, foram reclassificadas: as áreas do Mosaico Norte foram enquadradas como APA e as do Mosaico Sul como Parque.

Relevância

O NITERÓI MAIS VERDE é um programa ambicioso que elevará Niterói a uma das cidades com maior percentual de áreas protegidas dentre as regiões metropolitanas do país. Com os dois mosaicos, Sul e Norte, a cidade já atinge 38,1% de seu território protegido, somando-se as unidades de conservação municipais às áreas protegidas pelo Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET.

Este percentual de áreas protegidas já é muito significativo, mas ainda será acrescido pelas áreas que serão definidas pelo PUR de Pendotiba e novas áreas que estão em estudos para serem criadas na região das Praias da Baía e Centro de Niterói.

Compromisso

Infelizmente, a história das unidades de conservação no país é marcada pelos chamados "parques de papel": áreas protegidas criadas em dias festivos - Dia do Meio Ambiente, Dia da Árvore, etc. - e após a publicação em diário oficial esgota-se a ação. As áreas restam sem a resolução dos seus conflitos fundiários, sem pessoal para geri-las, sem infraestrutura e sem orçamento.

No caso do programa Niterói Mais Verde, a história é diferente. A atual administração, além de providenciar a ampliação e o correto ordenamento jurídico das unidades de conservação no município (Decreto 11.744/2014), está concluindo a busca pelos recursos para a sua implantação e providenciou a disponibilização de pessoal técnico através do primeiro concurso público para a Secretaria de Meio Ambiente. Para ampliar a fiscalização das áreas protegidas do Niterói Mais Verde, parte dos novos Guardas Municipais aprovados também em concurso público realizado na atual gestão foram designados para atuar no programa.

Veja, a seguir, mais informações sobre o planejamento e a estratégia para a implantação de cada um dos mosaicos que compõem o Niterói Mais Verde e as novas frentes de trabalho sendo desenvolvidos pela equipe da Prefeitura.

MOSAICO NORTE - SIMAPA

Mosaico Norte de áreas protegidas (SIMAPA), com a área do Morro do Castro em destaque, em vermelho.

O Mosaico Norte (Sistema Municipal de Áreas de Proteção Ambiental - SIMAPA) estabelece um planejamento de proteção para diversas áreas de encostas e morros, onde quase sempre existem comunidades em situação de risco geotécnico, com históricos de deslizamento de encostas e outros problemas. Nestas áreas, concentram-se a maior parte dos investimentos municipais em obras de contenção de encostas, que até o final da atual gestão (2016) deverá somar quase R$ 200 milhões.

Estas áreas contam com cobertura vegetal composta por florestas secundárias, em estágio inicial ou médio de regeneração, mas em grande parte são cobertas por vegetação herbácea - capim colonião - de alta vulnerabilidade ao fogo.

Áreas do Mosaico Sul e Mosaico Norte atingidos pelo fogo no período de janeiro a março de 2014.

Mapeamento das áreas queimadas durante o período de janeiro a março de 2014. Áreas degradadas e com a presença do capim-colonião são mais vulneráveis ao fogo.

Segundo levantamentos realizados pelo Gabinete da Vice-Prefeitura de Niterói (vide acima), na estiagem atípica (seria período de chuvas) de janeiro a março de 2014, muitas áreas recém protegidas pelo programa Niterói Mais Verde foram duramente afetadas. Para prevenir este risco, foi desenvolvido pelo Gabinete da Vice-Prefeitura e pela Defesa Civil de Niterói o programa NITERÓI CONTRA AS QUEIMADAS.

Na visita ao Morro do Castro, verificamos a qualidade da vegetação do local e a destacada qualidade paisagística, com a beleza do relevo e a vista da Baía de Guanabara e de boa parte dos bairros da cidade. Veja as fotos da visita abaixo:

Ao fundo, o projeto habitacional Zilda Arns, em fase final de construção. Em último plano, a Baía de Guanabara. Foto de Axel Grael.

Vista do Morro do Castro, com a Baía de Guanabara ao fundo. Foto de Axel Grael.

Sede da propriedade. A Prefeitura estuda utilizar a bela construção como estrutura de apoio às iniciativas de conservação do Mosaico Norte (SIMAPA).

Considerando a importância ecológica e o potencial turístico, recreativo e educacional da área visitada do Morro do Castro, a Prefeitura estuda a recategorização da área para Proteção Integral (de acordo com o SNUC), provavelmente na categoria "Parque".

Outras áreas verdes que integram o SIMAPA estão sendo estudadas para receber uma estratégia de conservação, em particular as áreas que integram a região em estudo para os projetos de urbanização dos bairros de São José (próximo ao Morro do Bumba) e Igrejinha (Caramujo) do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social - PRODUIS, projeto coordenado pela Vice-Prefeitura e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.

MOSAICO SUL - PARNIT

As áreas do Mosaico Sul, cujas unidades compõem o PARNIT, estão categorizadas como Parque. Muitas destas áreas já tinham usos como unidades de conservação, embora ainda definidas até a publicação do Decreto 11.744/2014.

Nos próximos dias, será anunciada a contratação de um consultor que vai preparar um estudo preliminar para o Plano de Manejo do PARNIT.

Para a implantação da infraestrutura do parque (trilhas, portais, vigilância, etc) o PARNIT contará com recursos do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), coordenado pela Vice-Prefeitura, e em fase final de negociação com o Governo Federal e com a Corporação Andina de Fomento - CAF.

No PRO-Sustentável, além do PARNIT-Setor Morro da Viração, estão previstos recursos para a implantação também do Parque Orla de Piratininga e a Praia do Sossego.



O PARNIT já possui uma infraestrutura inicial (por exemplo, o Parque da Cidade), conta com trilhas rústicas que acabam de ser mapeadas e já abriga várias atividades esportivas, como o voo parapente, downhill de bicicleta e caminhadas.

MOSAICO PENDOTIBA

Encontra-se em tramitação na Câmara Municipal de Niterói e em fase de debate público o Plano Urbanístico Regional de Pendotiba. Nele estão previstas a proteção de várias áreas verdes, que serão incorporadas ao planejamento de unidades de conservação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS).

Acesse todos os documentos e as informações referentes ao PUR de Pendotiba.
Conheça a estratégia de conservação de áreas verdes contida na proposta do PUR de Pendotiba.

MOSAICO PRAIAS DA BAÍA E CENTRO

Também estão em avaliação a criação de novas unidades de conservação na área mais antiga e densamente povoada da cidade. Merece destaque os estudos que estão sendo realizados para a proteção da área da Chácara do Vintém, no Bairro de Fátima.

PARQUES URBANOS

A Prefeitura de Niterói tem dado especial atenção para as áreas verdes urbanas, que embora sejam menores, possuem grande importância como áreas de lazer e atraem um grande número de visitantes. O maior investimento está sendo feito no Horto do Fonseca, que terá a inauguração da primeira fase das obras nesse sábado, 1 de agosto de 2015. Também receberam investimentos o Campo de São Bento, o Parque das Águas, o Parque Palmir Silva e várias praças como a Praça Carlos Magaldi, na Riodades, a Dom Orione e a que recebeu o Skate Park Carlos Alberto Parizzi, ambas em São Francisco.

Com todo este esforço em defesa das áreas verdes da cidade, certamente Niterói será uma referência para políticas públicas municipais de conservação de ecossistemas. É mais uma contribuição que a cidade tem dado para a transição para um futuro sustentável e com justiça social.

Axel Grael
Vice-Prefeito de Niterói


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sexta-feira, 31 de julho de 2015

CULTURA EM NITERÓI - Niterói tem I Encontro Brasileiro de Viola de Gamba




Evento com o foco na música medieval e renascentista é atração desse fim de semana no Solar do Jambeiro

Acontece neste fim de semana, das 10h às 17h, no Solar do Jambeiro, o I Encontro de Viola da Gamba, organizado pelos músicos Cecília Aprigliano, Kristina Augustin e Márcio Selles. O evento é aberto ao público e, com o foco na música medieval e renascentista, o encontro é de forte interesse para os músicos que se dedicam ao estudo e prática de viola da gamba. A programação inclui palestras, debates, workshops, apresentações dos participantes e troca de experiências e repertórios. Cecília Aprigliano e Kristina Augustin integraram o Conjunto Música Antiga da UFF, nas décadas de 1980 e 1990, respectivamente, enquanto Márcio Selles permanece no grupo desde sua fundação, em 1982.

O Solar do Jambeiro fica na Rua Presidente Domiciano, 195, na Boa Viagem, Niterói. Das 10h às 17h. Entrada franca. Telefone: 2109-2222.
Fonte: O Fluminense e Cultura Niterói